Escrever para resistir: a relação entre linguagem e poder no filme Narradores de Javé (2003)
DOI:
https://doi.org/10.28998/2317-9945.202687.221-241Resumo
O presente trabalho trata da relação entre linguagem e poder em obra fílmica, observando como a variação diatópica se manifesta na literatura regional, e como o cinema pode funcionar como um instrumento de educação visual com potencial sociolinguístico. Ele objetiva analisar a relação entre linguagem e poder diante da variação linguística na fala de personagens do filme Narradores de Javé (2003), de Eliane Caffé. A obra revela uma potente relação entre oralidade e escrita como forma de legitimar saberes. A realização deste trabalho, justifica-se no conflito que mobiliza a importância dada ao único morador de Javé que sabe escrever. Para a construção do referencial teórico desta pesquisa, consideramos Bagno (1999), Bortoni-Ricardo (2004) e Urbano (2011), entre outros. Esta é uma pesquisa de abordagem qualitativa, documental e descritiva. A relevância desta pesquisa se dá por poder contribuir com o trabalho de professores de língua portuguesa, especialmente para os que procuram ensinar variação linguística usando o cinema e textos literários.
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Referências
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