Para além do erro e da insuficiência escolar: a arquitetura de pronomes e de cláusulas relativas 20 anos após Bortoni-Ricardo
DOI :
https://doi.org/10.28998/2317-9945.202687.155-174Résumé
O presente artigo retoma a provocação de Bortoni-Ricardo (2005) para discutir a ineficiência da escola universal no trato com a gramática natural do aluno frente às exigências da norma padrão. A análise dos dados focaliza o emprego das variantes de primeira pessoa do plural (nós vs. a gente) e a arquitetura das cláusulas relativas, contrastando a marcação zero com a forma explícita do marcador relacional. A pesquisa demonstra que a inoperância pedagógica da escola reside no tratamento desses fenômenos como erros assistemáticos, visão diversa da defendida por Cardoso e Cobucci (2014), Lima (2025) e Mollica (2026). Para superar o impasse, apresentam-se propostas de retextualização com base em Marcuschi (2010), fundamentadas também sob a ótica dos multiletramentos (ROJO, 2012). O texto conclui que o reconhecimento da lógica do sistema vernáculo é o fundamento necessário para que a instituição escolar promova a efetiva ampliação do repertório exigido no ambiente formal.
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