CONCEPÇÕES DE AGRICULTORES FAMILIARES SOBRE EXIGÊNCIAS SANITÁRIAS EM ALIMENTOS PROCESSADOS

CONCEPTIONS OF FAMILY FARMERS ABOUT SANITARY REQUIREMENTS IN PROCESSED FOODS

Marcela Cristina Costa

Mestre pelo programa de Pós-graduação em Estudos Rurais da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Gustavo Timoteo Bispo

Mestre pelo programa de Pós-graduação em Estudos Rurais da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Nadja Maria Gomes Murta

Professora do Departamento de Nutrição Programa de Pós-graduação em Estudos Rurais e em Saúde, Sociedade e Ambiente da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Isabel Cristina Bento

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

Luciana Neri Nobre

Professora do Departamento de Nutrição e Programa de Pós-graduação em Ciências da Nutrição da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

DOI: https://doi.org/10.28998/rexd.v25.20327

Palavras-chave: agricultura familiar, vigilância sanitária, pol´´iticas públicas, sustentabilidade, Extensão


Resumo

Este estudo teve como objetivo conhecer e analisar as percepções de agricultores familiares sobre as dificuldades encontradas para atender às exigências da vigilância sanitária, considerando as Resoluções RDC nº 275/2002 e RDC nº 49/2013. Estudo transversal, de natureza quali-quantitativa, com 43 agricultores familiares que fornecem alimentos processados ao PNAE em sete municípios da comarca de Diamantina/MG. Foram coletados, por meio de um questionário, dados sociodemográficos e as principais dificuldades encontrados para atender às exigências da vigilância sanitária na produção de alimentos para o PNAE, cujas respostas foram analisadas pela técnica de Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Os resultados mostraram idade média de 50,97 anos, predominância feminina (76,19%), de baixa escolaridade (45,24 % ensino fundamental I), renda entre 1 e 2 salários mínimos  (64,29%) e dependência parcial da agricultura familiar como fonte de renda (45,24%). Os principais desafios apontados foram: falta de recursos financeiros, estrutura física inadequada, matéria-prima, capacitação técnica e equipamentos industriais. A análise evidenciou convergência com as normas quando os agricultores reconhecem a necessidade de infraestrutura e equipamentos, mas distanciamento prático devido às limitações financeiras, estruturais e de capacitação

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Biografia do Autor

Marcela Cristina Costa, Mestre pelo programa de Pós-graduação em Estudos Rurais da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Mestre pelo programa de Pós-graduação em Estudos Rurais da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Gustavo Timoteo Bispo , Mestre pelo programa de Pós-graduação em Estudos Rurais da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Mestre pelo programa de Pós-graduação em Estudos Rurais da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Nadja Maria Gomes Murta, Professora do Departamento de Nutrição Programa de Pós-graduação em Estudos Rurais e em Saúde, Sociedade e Ambiente da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Professora do Departamento de Nutrição Programa de Pós-graduação em Estudos Rurais e em Saúde, Sociedade e Ambiente da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Isabel Cristina Bento, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

Professora Colaboradora do Programa de Pós-graduação em Ciências da Nutrição da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Luciana Neri Nobre, Professora do Departamento de Nutrição e Programa de Pós-graduação em Ciências da Nutrição da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil

Professora do Departamento de Nutrição  e Programa de Pós-graduação em Ciências da Nutrição da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri-UFVJM, Brasil


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