Educação do campo em áreas insulares: rompendo com a pedagogia colonizadora por meio dos temas geradores
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2026v18n40.19526Palavras-chave:
Educação do campo, Pedagogia colonizadora, Temas geradores, Insularidade, Saberes tradicionais.Resumo
Este artigo discute práticas pedagógicas inovadoras adotadas na Educação do Campo em áreas insulares, com foco específico nas ilhas de Guaraqueçaba, Paraná. Com base na metodologia participativa e crítica da pesquisa-ação, o estudo analisa a aplicação dos temas geradores de Paulo Freire como estratégia para enfrentar e superar uma pedagogia historicamente colonizadora. Através da integração dos saberes tradicionais caiçaras ao currículo escolar formal, destacaram-se três práticas educativas principais: a Roça de Mutirão, a pesca artesanal e a medicina popular. Essas iniciativas revelaram-se fundamentais para reforçar a identidade cultural dos estudantes, estimulando seu engajamento ativo no processo educativo e proporcionando uma aprendizagem significativa e transformadora. Os resultados reforçam a necessidade de uma abordagem pedagógica que reconheça e valorize a diversidade cultural e territorial das comunidades rurais e insulares, destacando a urgência de políticas públicas educativas que promovam a inclusão, o diálogo intercultural e o fortalecimento das identidades locais.
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