Acessibilidade e inclusão na Educação Superior: perspectiva de técnicos-administrativos em educação e professores do campus Baixada Santista
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2026v18n40.19908Palavras-chave:
Inclusão, Acessibilidade, Ensino superior, Professores, tecnico-administrativos em educaçãoResumo
A educação inclusiva no ensino superior está garantida por lei , mas os desafios de materializar a inclusão no cotidiano das universidades persistem. Considerando-se a importância vital do papel dos trabalhadores da educação do ensino superior, tanto técnicos administrativos em educação (TAEs) quanto os professores para a implementação das diretrizes da educação inclusiva nas universidades dado que as barreiras atitudinais e capacitistas têm sido relatadas dentre as mais frequentes, este estudo teve como objetivo analisar percepções de docentes e TAEs sobre a acessibilidade e inclusão na Universidade Federal de São Paulo no campus Baixada Santista. Utilizou-se o instrumento “Índice de Inclusão para o Ensino Superior – INES- Brasil”, aplicado aos professores e TAES, via formulário google forms. Responderam ao questionário 39 docentes e 22 técnicos-administrativos. Aplicando-se uma matriz de semaforização para classificar as respostas dos participantes obteve-se que para os docentes oito dimensões foram classificadas em amarelo e 14 em vermelho representando prioridades de intervenção com ações de médio prazo e ações imediatas, respectivamente. Já as respostas dos TAEs foram classificadas quatro em amarelo e 21 em vermelho. Tais resultados apontam para a necessidade de ações imediatas que fortaleçam as ações de acessibilidade de modo a garantir a a participação, permanência e êxito acadêmico, além de demonstrar o papel estratégico dos TAEs no reconhecimento e apontamento das barreiras. Conclui-se que, a Política de Acessibilidade e Inclusão da Unifesp trouxe iniciativas voltadas à acessibilidade, há ainda prioridades não atendidas para garantir condições equitativas de permanência e participação plena na vida universitária. O estudo indicou a urgência de ações de gestão que fomente maior articulação entre TAEs e professores para o fortalecimento das práticas de ensino inclusivas.
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