Queerizando o super-heroísmo a partir do Sul em Guadalupe (2012)
DOI:
https://doi.org/10.28998/2317-9945.202687.694-721Resumo
Esse artigo investiga como a novela gráfica brasileira Guadalupe (2012), , escrita por Angélica Freitas e ilustrada por Odyr Bernardi, se apropria de aspectos da cultura mexicana para construir uma super-heroína não-convencional e não-hegemônica. Além do contexto que, por si só, garante uma discussão decolonial da construção da heroína, Muxe Maravilha, de uma perspectiva do Sul Global, a obra também oferece uma relação complexa entre suas personagens: uma avó lésbica, Elvira, uma tia transgênero, Minerva Maravilha, e a protagonista, Guadalupe. Perturbando a narrativa tradicional de super heróis, em Guadalupe, a heroína mascarada, Muxe Maravilha, emblematiza não-normatividade em termos de gênero, idade e sexualidade de uma perspectiva contra-hegemônica do Sul Global.
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