Um sertão americonegroíndio: o neobarroco em Solo para Vialejo, de Cida Pedrosa

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DOI:

https://doi.org/10.28998/2317-9945.202687.650-670

Parole chiave:

Neobarroco, Modernidade, Poesia, Cida Pedrosa

Abstract

O presente artigo propõe um diálogo entre a obra Solo para vialejo, da poeta pernambucana Cida Pedrosa (2019), e os dois mecanismos básicos de compreensão das produções literárias neobarrocas (Sarduy, 1979). A pesquisa, de natureza descritiva,  apresentará um panorama sobre a poética de Cida Pedrosa, os distanciamentos e as aproximações entre o barroco histórico da Europa e o neobarroco da América Latina, e uma análise das metalinguagens neobarrocas contidas em Solo para Vialejo, a fim de que se compreenda a reverberação dessa estética na contemporaneidade. A análise será norteada pelos estudos de Severo Sarduy (1979) que constrói um esquema operatório de compreensão do neobarroco em uma perspectiva latino-americana, Irlemar Chiampi (2010; 2015) ao tratar acerca dos ciclos do barroco e as suas possibilidades de reciclagem na modernidade estética e histórica, bem como Haroldo de Campos (1975; 2021) sobre a inclusão do barroco dentro de uma historiografia não-linear da literatura brasileira, sob a ótica de uma aproximação com a modernidade por meio da linguagem.  Para tanto, conclui-se, previamente, que a obra de Pedrosa será analisada à luz de tais estudos literários, de modo que a estética neobarroquizante seja percebida enquanto um elemento integrante do estilo multifacetado da obra em questão. 

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Biografia autore

Jussara da Silveira Fidelis Querino, Universidade Federal de Pernambuco

Graduada em Licenciatura Letras Português pela Universidade Federal de Pernambuco

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Pubblicato

2026-04-02

Come citare

QUERINO, Jussara da Silveira Fidelis. Um sertão americonegroíndio: o neobarroco em Solo para Vialejo, de Cida Pedrosa. Revista Leitura, [S. l.], v. 1, n. 87, p. 650–670, 2026. DOI: 10.28998/2317-9945.202687.650-670. Disponível em: https://periodicos.ufal.br/revistaleitura/article/view/20247. Acesso em: 5 apr. 2026.