Saussure e a língua como objeto de formalização da ciência linguística

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DOI:

https://doi.org/10.28998/2317-9945.202687.265-287

Parole chiave:

Saussure, gramática comparada, epistemologia, língua, ciência linguística

Abstract

Neste artigo, por meio de um percurso teórico-epistemológico, objetivamos discutir a formalização da língua enquanto objeto da linguística e a síntese epistemológica operada por Saussure no Curso de linguística geral (1916). Questionamos em que sentido se pode afirmar que Saussure opera uma ruptura com a gramática comparada ao estabelecer o “corte epistemológico” capaz de fundar a ciência linguística. Assim, concluímos que é a partir da teorização de “erros” reconhecidos por Saussure em relação ao método comparativo que permite a ele operar um corte epistemológico capaz de, ao mesmo tempo, continuar e superar a gramática comparada, e, assim, ser reconhecido como o fundador de uma verdadeira ciência da linguística por descortinar seu verdadeiro objeto e seu método de descrição e análise e das línguas, o método sincrônico

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Biografia autore

Jomsom Teixeira da Silva Valoz, Universidade de Pernambuco

Doutor em Linguística. Grupo de Pesquisa Ferdinand de Saussure (CNPq).

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Pubblicato

2026-04-02

Come citare

VALOZ, Jomsom Teixeira da Silva. Saussure e a língua como objeto de formalização da ciência linguística. Revista Leitura, [S. l.], v. 1, n. 87, p. 265–287, 2026. DOI: 10.28998/2317-9945.202687.265-287. Disponível em: https://periodicos.ufal.br/revistaleitura/article/view/19904. Acesso em: 5 apr. 2026.