Saussure e a língua como objeto de formalização da ciência linguística
DOI:
https://doi.org/10.28998/2317-9945.202687.265-287Parole chiave:
Saussure, gramática comparada, epistemologia, língua, ciência linguísticaAbstract
Neste artigo, por meio de um percurso teórico-epistemológico, objetivamos discutir a formalização da língua enquanto objeto da linguística e a síntese epistemológica operada por Saussure no Curso de linguística geral (1916). Questionamos em que sentido se pode afirmar que Saussure opera uma ruptura com a gramática comparada ao estabelecer o “corte epistemológico” capaz de fundar a ciência linguística. Assim, concluímos que é a partir da teorização de “erros” reconhecidos por Saussure em relação ao método comparativo que permite a ele operar um corte epistemológico capaz de, ao mesmo tempo, continuar e superar a gramática comparada, e, assim, ser reconhecido como o fundador de uma verdadeira ciência da linguística por descortinar seu verdadeiro objeto e seu método de descrição e análise e das línguas, o método sincrônico
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