Queerizando o super-heroísmo a partir do Sul em Guadalupe (2012)

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DOI:

https://doi.org/10.28998/2317-9945.202687.694-721

Resumo

Esse artigo investiga como a novela gráfica brasileira Guadalupe (2012), , escrita por Angélica Freitas e ilustrada por Odyr Bernardi, se apropria de aspectos da cultura mexicana para construir uma super-heroína não-convencional e não-hegemônica. Além do contexto que, por si só, garante uma discussão decolonial da construção da heroína, Muxe Maravilha, de uma perspectiva do Sul Global, a obra também oferece uma relação complexa entre suas personagens: uma avó lésbica, Elvira, uma tia transgênero, Minerva Maravilha, e a protagonista, Guadalupe. Perturbando a narrativa tradicional de super heróis, em Guadalupe, a heroína mascarada, Muxe Maravilha, emblematiza não-normatividade em termos de gênero, idade e sexualidade de uma perspectiva contra-hegemônica do Sul Global. 

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Biografia do Autor

Thayse Madella, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Doutora em Letras Inglês pela UFSC. Professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Renata Lucena Dalmaso, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Doutora em Letras Inglês pela UFSC. Professora da mesma universidade.

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Publicado

02-04-2026

Como Citar

MADELLA, Thayse; DALMASO, Renata Lucena. Queerizando o super-heroísmo a partir do Sul em Guadalupe (2012). Revista Leitura, [S. l.], v. 1, n. 87, p. 694–721, 2026. DOI: 10.28998/2317-9945.202687.694-721. Disponível em: https://periodicos.ufal.br/revistaleitura/article/view/19846. Acesso em: 6 abr. 2026.