MATEMÁTICA QUE SE APRENDE COM O OUTRO: A LUDICIDADE E A CONTEXTUALIZAÇÃO COMO CAMINHOS PARA ENSINAR E APRENDER MATEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.28998/redemat.v5i1.20778Palavras-chave:
Ludicidade, Aprendizagem, Interações Sociais, Formação Docente, ExtensãoResumo
O presente artigo discute uma experiência pedagógica desenvolvida em uma turma de 6º ano do Ensino Fundamental, no âmbito de um projeto de extensão articulado ao Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática da Universidade do Estado da Bahia, Campus VII. A oficina foi estruturada em três momentos: um quiz, uma simulação de feira e um leilão de guloseimas, concebidos como cenários de investigação que mobilizaram as quatro operações básicas em situações culturalmente significativas. Ancorado em uma abordagem qualitativa interpretativa e fundamentado na perspectiva histórico-cultural, o estudo analisou como os estudantes construíram estratégias, negociaram significados e atribuíram novos sentidos ao conhecimento matemático por meio de práticas lúdicas e colaborativas. Os resultados evidenciam que atividades contextualizadas, mediadas pelas interações e pelo engajamento coletivo, favorecem aprendizagens mais profundas, ampliam a participação dos estudantes e produzem relações mais positivas com a Matemática. Além disso, a experiência reafirma o papel formativo da extensão universitária na constituição do futuro professor como mediador de processos investigativos, culturais e sociais no ensino de Matemática.
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