A technè de O Príncipe de Maquiavel: tratado ou manual?

Autores

  • Bruno Cadetet

Resumo

Ao adentrarmos em uma esteira de anacronismos presentes em diferentes best-sellers contemporâneos, podemos compreender como o conteúdo de O Príncipe de Maquiavel ganha contornos de preceitos para a obtenção de poder,
sucesso comercial, dentre outros objetivos, refletindo, assim, sobre a possibilidade dessa obra ser um tratado ou manual político. De início, o próprio autor florentino indica nos Discorsi, sem um extenso desenvolvimento, que O Príncipe é um tratado. Todavia, no presente artigo, esboçamos, de forma ensaística, algumas considerações sobre a compreensão de como o “pequeno opúsculo” de Maquiavel poderia se configurar como um modelo de manual, responsável por fornecer um arcabouço teórico que se estenderia além de sua própria confecção, isto é, do contexto histórico em que estava inserido. Para isso, faremos um movimento contrário ao dos escritos que moldam a literatura maquiaveliana à conjuntura vigente, apresentando a hipótese de que O Príncipe de Maquiavel pode ser interpretado como uma espécie de technè no sentido dos antigos gregos a partir das obras: O Trabalho e os dias de Hesíodo e Político de Platão.

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Biografia do Autor

Bruno Cadetet

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2015), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (2017), doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (2024) e doutorado em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense, com bolsa CAPES. Realizou o estágio de pós-doutorado em Filosofia na Universidade Federal de Sergipe.

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Publicado

2026-07-16