Montaigne, epicurismo e Fortuna

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Résumé

O artigo aborda a tópica filosófica da fortuna (contingência, acaso, destino, sorte, azar, felicidade) em alguns capítulos dos Ensaios de Montaigne, situando-a prioritariamente no âmbito da ética. Após uma rápida apresentação da fortuna, busca-se identificar indícios da influência epicurista, em especial de Lucrécio, na articulação entre fortuna e natureza em Montaigne. Em seguida, a ênfase recai sobre a interlocução entre Montaigne e Epicuro a respeito do modo de operação da virtude no regramento dos prazeres. Por fim, a partir da evidência da presença da ética epicurista nos Ensaios, a argumentação amplia-se para incluir a conexão entre fortuna, virtude e o regramento dos afetos, com vistas à autossuficiência moral.

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Biographie de l'auteur-e

Maria Cristina Theobaldo, Universidade Federal de Mato Grosso

Professora associada da Universidade Federal de Mato Grosso. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8277-2981. E-mail: maria.theobaldo@ufmt.br.

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Publié-e

2026-07-16