Montaigne, epicurismo e Fortuna
Resumen
O artigo aborda a tópica filosófica da fortuna (contingência, acaso, destino, sorte, azar, felicidade) em alguns capítulos dos Ensaios de Montaigne, situando-a prioritariamente no âmbito da ética. Após uma rápida apresentação da fortuna, busca-se identificar indícios da influência epicurista, em especial de Lucrécio, na articulação entre fortuna e natureza em Montaigne. Em seguida, a ênfase recai sobre a interlocução entre Montaigne e Epicuro a respeito do modo de operação da virtude no regramento dos prazeres. Por fim, a partir da evidência da presença da ética epicurista nos Ensaios, a argumentação amplia-se para incluir a conexão entre fortuna, virtude e o regramento dos afetos, com vistas à autossuficiência moral.
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