O Encceja como dispositivo ideológico: reprodução das desigualdades na EJA
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2026v18n40.20565Palavras-chave:
Encceja, Educação de Jovens e Adultos, políticas públicas educacionais, certificação, desigualdades sociaisResumo
Este estudo analisa o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) como política pública de certificação na Educação de Jovens e Adultos (EJA), a partir da perspectiva marxista. Busca-se investigar de que modo o exame reproduz desigualdades educacionais e sociais, servindo à lógica capitalista ao gerenciar a pobreza e regular a classe trabalhadora, sob a aparência de democratização da educação. Adota-se abordagem qualitativa, interpretativa e analítica, por meio de estudo bibliográfico e documental, com análise crítica de conteúdo de fontes teóricas (Marx e Engels, 2007; Rummert, 2011; Rummert, Algebaile e Ventura, 2013; Kosik, 1969) e oficiais (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e portarias ministeriais). Os resultados revelam a priorização de competências mínimas voltadas ao mercado de trabalho, esvaziando a formação integral e perpetuando exclusões estruturais. A discussão dialética confirma sua função ideológica de reprodução de hierarquias de classe, propondo uma EJA contra-hegemônica para superar essa lógica reprodutora e fomentar alternativas na educação brasileira.
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