O (re) ordenamento da educação conquistense entre 1945 e 1963:
o fortalecimento do federalismo na dimensão local
DOI:
https://doi.org/10.28998/rchv17n33.2026.0003Palavras-chave:
políticas públicas de educação; federalismo; história local; município.Resumo
O presente artigo apresenta o recorte de uma pesquisa que buscou investigar as políticas públicas de educação do município de Vitória da Conquista-Bahia, no período entre 1945 e 1963, e as mudanças ocorridas na educação local decorrentes dessas, tendo como suporte as contribuições teórico-metodológicas propostas pela Nova História francesa. Sabe-se que as pesquisas no campo da História da Educação brasileira, frequentemente, dão maior relevo às questões macro da educação, reservando menor espaço às questões locais. Em um movimento inverso, o presente texto traz uma discussão acerca das políticas públicas orientadas para o ordenamento da educação no município baiano, dando enfoque à legislação educacional como instrumento de (re) ordenamento da educação, que vão da criação de concursos públicos às propostas curriculares, sem ocultar as estratégias articuladas pela intelectualidade e dirigentes locais em favor de uma estrutura educacional que incluísse Vitória da Conquista no conjunto dos municípios desenvolvidos. A pesquisa não deixou de reconhecer o município como entidade político-administrativa com vida própria, entretanto, articulado com as ações políticas e educacionais em nível estadual/nacional inerentes ao modelo de Estado federativo. Concluímos identificando que em Vitória da Conquista a conexão entre educação e desenvolvimento se mostrou vinculada à cultura política de tratamento da questão educacional, pelo poder público local.
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