Entre aparatos tecnológicos e relações interpessoais na recepção hoteleira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.28998/ritur.V16.N1.A2026.pp147-164.20594

Palavras-chave:

Hospitalidade, Recepção Hoteleira, Acolhimento, Automatização, Robôs

Resumo

A maior interação entre o cliente e a equipe hoteleira ocorre na recepção do hotel, desde a sua chegada a sua partida, contribuindo para a construção de percepções e sentimentos, tanto de quem é recebido quanto de quem recebe. Entretanto, artefatos como robôs e inteligência artificial têm alterado os processos operacionais, afetando a dinâmica relacional no ambiente hoteleiro, sobretudo em seus aspectos sociais e emocionais. Posto isso, os escopos da pesquisa que deram origem a este artigo foram discorrer e analisar artigos oriundos de pesquisas publicadas em periódicos, que abordam os temas “recepção” e “hotel”. Selecionou-se artigos na base de dados Web Of Sciense, os quais foram examinados a partir de técnicas de revisão de literatura, do tipo narrativa, com abordagem qualitativa. Por meio de leituras sincréticas, analíticas e sintéticas, foram estabelecidos dois blocos temáticos. No bloco Aparatos Tecnológicos, definiu-se quatro categorias de análise:  mudanças tecnológicas na recepção em hotéis, interações entre humanos e robôs, questões éticas ao trabalho de humanos e efeitos das mudanças e confiança nos serviços. No bloco Relações interpessoais, definiu-se      outras quatro categorias de análise: demonstração de cortesia, recepção de pessoas e efeito social, autonomia do cliente e atendimento de qualidade. Em linhas gerais, os resultados evidenciaram que prevalecem atendimentos em sentido instrumental, dado o avanço de meios automatizados, que resultaram na reputação do  hotel e no distanciamento do conceito de acolhimento, em sua perspectiva socioantropológica.

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Biografia do Autor

Celso Maciel de Meira, Universidade Anhembi Morumbi,Brasil

Doutorando em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi. Mestre em Tecnologia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Especialista em Docência no Ensino Superior pelo Centro Universitário de Maringá. Graduado em Turismo pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, licenciado em Turismo pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Técnico em Guia de Turismo pela Faculdade Nobel. Conta com experiência no setor de turismo e em segmentos correlatos, em funções de operacionalização, gestão e consultoria. No campo educacional, atua em instituições de ensino superior e de educação profissional nas áreas de gestão, meio ambiente, turismo e hospitalidade, exercendo funções de docência, coordenação e direção. É professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo. Pesquisa, ensina, escreve e publica principalmente sobre os seguintes temas: turismo e formação profissional, empresas turísticas, guias de turismo, hospitalidade em sua dimensão comercial, redes de cooperação empresarial e questões ambientais.

Airton José Cavenaghi, Universidade Anhembi Morumbi,Brasil

Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Docente do Programa de Pós-Graduação em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi (AMO), Brasil

Elisabeth Kyoko Wada, Universidade Anhembi Morumbi,Brasil

Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP). Docente do Programa de Pós-Graduação em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi (AMO), Brasil

Mirian Rejowski, Universidade Anhembi Morumbi,Brasil

Doutora  em Ciências da Comunicação  pela Universidade de São Paulo (USP). Docente do Programa de Pós-Graduação em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi (AMO), Brasil

Sênia Regina Bastos, Universidade Anhembi Morumbi,Brasil

Doutora em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). Docente do Programa de Pós-Graduação em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi (AMO), Brasil

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Publicado

25-05-2026

Como Citar

Maciel de Meira, C., José Cavenaghi, A., Kyoko Wada, E., Rejowski, M., & Bastos, S. R. (2026). Entre aparatos tecnológicos e relações interpessoais na recepção hoteleira. RITUR - Revista Iberoamericana De Turismo, 16(1), 147–164. https://doi.org/10.28998/ritur.V16.N1.A2026.pp147-164.20594