"C'est un mélange de peur et de colère": expèriences de violence obstétricale dans la campagne d'Alagoas

"It's a mixture of fear and anger": experiences of obstetric violence in the countryside of Alagoas

Auteurs-es

  • Vanessa Vitória Silva Ferreira Universidade Federal de Alagoas
  • Amanda Alves dos Santos Universidade Federal de Alagoas
  • Lázaro Batista Universidade Federal de Alagoas

DOI :

https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.17.16977

Mots-clés :

Violence obstétricale, Intersectionnalité, Femmes

Résumé

Cet article cherchait à comprendre les nuances de la violence obstétricale sur la base des rapports quotidiens des femmes des zones rurales d'Alagoas. Cela part d’une compréhension intersectionnelle de ce phénomène, en le reconnaissant comme étant multiforme et d’expression diversifiée. Sur le plan méthodologique, des cercles de conversation virtuels ont été utilisés avec un groupe de femmes et, à des fins d'analyse, les hypothèses de l'outil analytique d'intersectionnalité ont été utilisées combinées à des aspects d'analyse de contenu. Comme résultats, les expériences vécues par les femmes sont mises en valeur, ce qui indique le manque de connaissances sur le sujet, les formes micro et macropolitiques de l'exercice du pouvoir violent et ses répercussions psychosociales pour les victimes. Il faut également élargir les possibilités d'écoute des victimes de violence et de reconnaissance de leurs innombrables violations, en cherchant à promouvoir l'autonomisation de leurs histoires.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Références

AGUIAR, Janaina Marques de. Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero. 2010. Tese (Doutorado em Medicina Preventiva) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-21062010-175305/pt-br.php. Acesso em: 07 dez. 2023.

AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. São Paulo: Polém, 2019.

ASSIS, Jussara Francisca de. Interseccionalidade, racismo institucional e direitos humanos: compreensões à violência obstétrica. Serviço Social & Sociedade, p. 547-565, 2018. https://doi.org/10.1590/0101-6628.159

BIROLI, Flávia; MIGUEL, Luis Felipe. Gênero, raça, classe: opressões cruzadas e convergências na reprodução das desigualdades. Mediações-Revista de Ciências Sociais, v. 20, n. 2, p. 27-55, 2015. https://doi.org/10.5433/2176-6665.2015v20n2p27

COLLINS, Patrícia Hill; BILGE, Sirma. Interseccionalidade. São Paulo: Boitempo Editorial, 2021.

CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, v. 10, n. 1, p. 171–188, 2002. https://doi.org/10.1590/S0104-026X2002000100011

DIAS, Sabrina Lobato; PACHECO, Adriana Oliveira. Marcas do parto: As consequências psicológicas da violência obstétrica. Revista Arquivos Científicos, Macapá, v. 3, n. 1, p. 04-13, 2020. https://doi.org/10.5935/2595-4407/rac.immes.v3n1p4-13

DINIZ, Carmen Simone Grilo et al. Violência obstétrica como questão para a saúde pública no Brasil: origens, definições, tipologia, impactos sobre a saúde materna, e propostas para sua prevenção. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano, São Paulo, v. 25, n. 3, p. 377-384, 2015. http://dx.doi.org/10.7322/jhgd.106080

DOMINGUES, Rosa Maria Soares Madeira; SANTOS, Elizabeth Moreira dos; LEAL, Maria do Carmo. Aspectos da satisfação das mulheres com a assistência ao parto: contribuição para o debate. Cadernos de Saúde Pública, v. 20, p. S52-S62, 2004. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2004000700006

FAGUNDES, Cristiano Silva et al. Violência obstétrica e a subjugação feminina: uma análise a partir da interseccionalidade gênero, raça e classe social. Revista Brasileira de Educação, Saúde e Bem-estar, v. 1, n. 2, 2022. Disponível em: https://rebesbe.emnuvens.com.br/revista/article/view/23/37. Acesso em: 07 dez. 2023.

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – Fiocruz. Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira. Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente. Postagens: Deixar de fazer Manobra de Kristeller: por que e como?. Rio de Janeiro, 2018. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-mulher/deixar-de-fazer-manobra-de-kristeller-por-que-e-como/ . Acesso em: 20 out. 2023.

GOMES, Romeu et al. Gênero, direitos sexuais e suas implicações na saúde. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, n. 6, p. 1997–2006, 2018. https://doi.org/10.1590/1413-81232018236.04872018

KATZ, Leila et al. Quem tem medo da violência obstétrica? Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, v. 20, p. 627-631, 2020. https://doi.org/10.1590/1806-93042020000200017

LIMA, Kelly Diogo de. Raça e Violência Obstétrica no Brasil. 2016. Monografia (Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva) – Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, Recife, 2016.

LIMA, Kelly Diogo de; PIMENTEL, Camila; LYRA, Tereza Maciel. Disparidades raciais: uma análise da violência obstétrica em mulheres negras. Ciência & Saúde Coletiva, v. 26, p. 4909-4918, 2021. https://doi.org/10.1590/1413-812320212611.3.24242019

MCCALLUM, Cecilia; REIS, Ana Paula dos. Re-significando a dor e superando a solidão: experiências do parto entre adolescentes de classes populares atendidas em uma maternidade pública de Salvador. Cadernos de Saúde Pública, v. 22, p. 1483-1491, 2006. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2006000700012

MENDES, Karla Losse. Violência obstétrica: a dor desnecessária. Contato, Curitiba: Conselho Regional de Psicologia do Paraná, ano 18, n. 108, p. 8-11, nov./dez. 2016.

MINAYO, Maria Cecília de Souza; DESLANDES, Suely Ferreira; GOMES, Romeu. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 26. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2007.

OLIVEIRA, Luaralica Gomes Souto Maior de, ALBUQUERQUE, Aline. Violência obstétrica e direitos humanos dos pacientes. Revista CEJ, n. 75, p. 36-50, 2018. Disponível em: https://revistacej.cjf.jus.br/cej/index.php/revcej/article/view/2393/2307. Acesso em: 07 dez. 2023.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE – OMS. Prevenção e eliminação de abusos, desrespeito e maus-tratos durante o parto em instituições de saúde. 2014. Disponível em: https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/134588/WHO_RHR_14.23_por.pdf?ua=1. Acesso em: 07 dez. 2023.

PASCHE, Dário Frederico; VILELA, Maria Esther de Albuquerque; MARTINS, Cátia Paranhos. Humanização da atenção ao parto e nascimento no Brasil: pressupostos para uma nova ética na gestão e no cuidado. Tempus–Actas de Saúde Coletiva, v. 4, n. 4, p. 105-117, 2010. https://doi.org/10.18569/tempus.v4i4.838

PEREIRA, Jéssica Souza et al. Violência obstétrica: ofensa à dignidade humana. v. 15, n. 1, p. 103-108, 2016. Disponível em: https://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/6646. Acesso em: 10 mar. 2023.

SAMPAIO, Juliana et al. Limites e potencialidades das rodas de conversa no cuidado em saúde: uma experiência com jovens no sertão pernambucano. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 18, p. 1299-1311, 2014. https://doi.org/10.1590/1807-57622013.0264

SANTIAGO, Aline Barros de Souza. Violência obstétrica: A construção social de uma categoria nas narrativas. 2019. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Departamento de Ciências Sociais, Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2019.

SANTOS, Karine da Silva et al. O uso de triangulação múltipla como estratégia de validação em um estudo qualitativo. Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, p. 655-664, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/kvr3D7Q3vsYjrFGLNprpttS/?format=pdf. Acesso em: 10 jul. 2023.

SENS, Maristela Muller; STAMM, Ana Maria Nunes de Faria. Percepção dos médicos sobre a violência obstétrica na sutil dimensão da relação humana e médico-paciente. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 23, 2019. https://doi.org/10.1590/Interface.180487

SILVA, Delmo Mattos da; SERRA, Maiane Cibele de Mesquita. Violência obstétrica: uma análise sob o prisma da autonomia, beneficência e dignidade da pessoa humana. REVISTA BRASILEIRA DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS, v. 3, n. 2, p. 42-65, 2017. Disponível em: https://www.indexlaw.org/index.php/garantiasfundamentais/article/view/2586. Acesso em: 07 dez. 2023.

ZANARDO, Gabriela Lemos de Pinho et al. Violência obstétrica no Brasil: uma revisão narrativa. Psicologia & sociedade, v. 29, e155043, 2017. https://doi.org/10.1590/1807-0310/2017v29155043

Publié-e

2025-12-26

Comment citer

Ferreira, V. V. S., Santos, A. A. dos, & Batista, L. (2025). "C’est un mélange de peur et de colère": expèriences de violence obstétricale dans la campagne d’Alagoas: "It’s a mixture of fear and anger": experiences of obstetric violence in the countryside of Alagoas. Revista Mundaú, 2(17), 194–216. https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.17.16977

Numéro

Rubrique

Maternidades, práticas de cuidado e Tecnologias de governo