Por uma Antropologia Afrodiaspórica: as encruzilhadas e o atrevimento como princípios epistemológicos, éticos e políticos
DOI:
https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.17.20371Palavras-chave:
Antropologia afrodiaspórica, Plurissaberes, Ações afirmativasResumo
Este texto foi apresentado durante a conferência por mim ministrada na solenidade comemorativa aos 10 anos do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). No âmbito da temática “Diálogos Etnográficos: Identidades, Territórios, Corporalidades e Direitos”, fiz a opção por falar sobre antropologias, plurissaberes e ações afirmativas. Importante enfatizar que as reflexões aqui apresentadas compõem um amplo conjunto de debates e ideias, algumas inéditas e algumas publicadas, que venho articulando há mais de uma década, sendo que o esforço desta minha enunciação teve como intensão ampliar o campo reflexivo sobre antropologias, múltiplos saberes e ações afirmativas no Brasil. A escolha conceitual apresenta as encruzilhadas e o atrevimento como categorias importantes que resguardam dimensões epistemológicas, éticas e políticas.
Downloads
Referências
CARNEIRO, Sueli. A Construção do Outro como Não-Ser como Fundamento do Ser. 2005. Tese (Programa de Pós-Graduação em Educação) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
DIAS, Luciana de Oliveira. Circuitos Antropológicos: Por uma Antropologia Negra no Brasil. Novos Debates, v. 7, n. 2, 2021.
DIAS, Luciana de Oliveira. Reflexos no Abebé de Oxum: por uma narrativa mítica insubmissa e uma pedagogia transgressora. Revista Articulando e Construindo Saberes, v.5, e63860, p. 1-14, 2020.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005.
GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis: Vozes, 2017.
GONZALEZ, Lélia. Cultura, etnicidade, trabalho: efeitos linguísticos e políticos da exploração da mulher. In: VIII Encontro Nacional da Latin American Studies Association. Pittsburgh, Pensilvânia, USA, 5-7 de abril, 1979.
GONZALEZ, Lélia. A Categoria Político-cultural de Amefricanidade. Tempo Brasileiro, n. 92-93, p. 69-82, 1988a.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afrolatinoamericano. Revista Isis Internacional, v. 9, p. 133-141, 1988b.
GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: GONZALEZ, Lélia. Lélia Gonzalez: primavera para as rosas negras. São Paulo: UCPA Editora, 2018. p. 190-214.
KRENAK, Ailton. O amanhã não está à venda. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
LERMA, Betty Ruth Lozano. Aportes a un Feminismo Negro Decolonial. Insurgencias Epistémicas de Mujeresnegras-afrocolombianas tejidas con retazos de Memorias. Ecuador: Abya Yala, 2019.
LORDE, Audre. La hermana, la extranjera: artículos y conferencias. Madrid: Horas y Horas, 2003.
MUNANGA, Kabengele. As facetas de um racismo silenciado. In: SCHWARTZ, Lilian; QUEIROZ, Renato (Org.). Raça e Diversidade. São Paulo: Edusp, 1996. p. 213-229.
NASCIMENTO, Beatriz. Beatriz Nascimento, Quilombola e Intelectual: Possibilidade nos dias da destruição. São Paulo: UCPA Editora, 2018.
PETRONILIO, Paulo. “Se liga, macho”: a encruzilhada po(ética) de uma bixa preta. Ephemera Journal, v. 3, n. 6, 2020.
PINHO, Osmundo Araújo; SANSONE, Livio (Org.). Raça: novas perspectivas antropológicas. 2ª ed. rev. Salvador: Associação Brasileira de Antropologia, EDUFBA, 2008.
RUFINO, Luiz. Pedagogia das encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula Editorial, 2019.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
![]()
Adotamos a Licença https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt (CC BY-NC-SA) 4.0 International. A transformação e criação a partir do material original devem adotar a mesma licença. O material pode ser compartilhado e adaptado, desde que atribuído o devido crédito e desde que não seja utilizado para fins comerciais.

