Subjetividades disidentes: género y resistencia en el punk feminista carioca

Autores/as

  • Patricia Conceição Silva Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.18.19886

Palabras clave:

Feminismo decolonial, Escritura de sí, Riot Grrrl, Subalternidad, Música punk

Resumen

Este artículo analiza, desde una perspectiva del feminismo decolonial, cómo las bandas brasileñas Texuga y Klitoria utilizan la música punk como una práctica de escritura de sí y de resistencia. A partir de autoras decoloniales, el texto discute el concepto de subalternidad y los silenciamientos impuestos por estructuras coloniales, patriarcales y racistas. Las letras de estas bandas son interpretadas como formas legítimas de producción de conocimiento, revelando subjetividades marginadas. Inspiradas en el movimiento Riot Grrrl, las artistas reivindican su lugar de enunciación, rompiendo con los silencios impuestos tanto por el feminismo hegemónico como por los espacios culturales dominados por hombres. El artículo pone en evidencia el poder de la música como herramienta de subjetivación y confrontación, reafirmando el punk como un lenguaje contrahegemónico para las mujeres subalternizadas.

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Publicado

2025-12-29

Cómo citar

Silva, P. C. (2025). Subjetividades disidentes: género y resistencia en el punk feminista carioca. Revista Mundaú, (18), 98–120. https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.18.19886

Número

Sección

Punk y Decolonialidad: el punk y la construcción de otros mundos