Le stéréotype des familles noires: la maternité entre contrôle et soin
DOI :
https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.17.17208Mots-clés :
Familles noires, Soin, Racisme, StéréotypesRésumé
Cet article discute de la maternage au sein des dynamiques familiales noires à partir de l’analyse d’un épisode de la série américaine Everybody Hates Chris. La réflexion se concentre sur les stéréotypes et les images de contrôle qui contribuent à la (re)production des inégalités raciales, fragilisant les familles noires et renforçant la position du groupe dominant. Ces stéréotypes associent ces familles à la violence, à la précarité et, surtout, à la dépendance aux drogues. Il est soutenu que ces représentations se matérialisent dans des pratiques institutionnelles, constituant une prophétie autoréalisatrice qui individualise et responsabilise les victimes. L’article analyse également les stratégies des personnages face à ces représentations, oscillant entre l’énonciation autonome, l’assimilation et la conformité, tout en tenant compte des ambiguïtés impliquées dans ces réponses. Il met en évidence les rapprochements entre le contexte états-unien présenté dans la série et la réalité brésilienne.
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