Em busca da fissura: ficção, erotismo e subjetividade em Claudine en ménage, de Colette

Autores

DOI:

https://doi.org/10.28998/2317-9945.202687.588-608

Palavras-chave:

Ficção, Subjetividade, Literatura francesa, Colette

Resumo

Neste trabalho, analiso um dos livros iniciais de Colette, Claudine en ménage, a partir de tensões fundamentais da sua obra: a subjetividade e o erotismo, elementos que aparecem ao longo de diversos dos seus textos. Contudo, é raro que os primeiros livros da autora, a série Claudine, sejam lidos a partir desses operadores. Essas obras iniciais são frequentemente subestimadas: associadas ao marido de Colette na época, que assinou os livros, são lidas no prisma da confissão. Para construir uma outra leitura, concentro-me na análise de Julia Kristeva, que opera uma bipartição na obra da escritora a partir de um livro de 1908, Les Vrilles de la Vigne. Pretendo argumentar que, se a transição que ela menciona funciona para analisar certos elementos da obra de Colette, há pontos cegos nessa estrutura no que concerne à noção de ficção. Nesse sentido, exponho o argumento de Kristeva, de modo a propor uma releitura na divisão que ela elabora, centralizando o conceito de ficção. É munida de um novo olhar sobre a ficção na obra de Colette no geral, e na série Claudine em particular, que avanço para a releitura de Claudine en ménage como ponto culminante dessas tensões.

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Biografia do Autor

Rafaela Faria Vianna, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais. Doutoranda no programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da UFMG. 

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Publicado

02-04-2026

Como Citar

VIANNA, Rafaela Faria. Em busca da fissura: ficção, erotismo e subjetividade em Claudine en ménage, de Colette. Revista Leitura, [S. l.], v. 1, n. 87, p. 588–608, 2026. DOI: 10.28998/2317-9945.202687.588-608. Disponível em: https://periodicos.ufal.br/revistaleitura/article/view/20039. Acesso em: 6 abr. 2026.