Do parasitismo e das lamúrias do bom senhor escravista
DOI:
https://doi.org/10.28998/2317-9945.202687.549-568Parole chiave:
Antonio Candido, O direito à literatura, branquitudeAbstract
O trabalho relê criticamente trechos de “O direito à literatura”, de Antonio Candido, a partir de uma perspectiva que tenta tensionar as leituras oferecidas pelo autor do cânone como fator humanizador, tensionando-o como algo permeado por uma visão-branca, tal qual o termo cunhado por Mirzoeff (2023). Ao relermos o texto em questão, o que se espera é conseguir demonstrar como Candido consegue naturalizar certo olhar sobre o andar da história em perspectiva limitada ao ocorrido tal qual na visão eurocêntrica do mundo, na qual a criação de um mito de excelência é também aquele a reescrever em palimpsesto um sistema de subjugação da diferente a partir da branquitude.
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