QUANDO A ESCOLA EXTRAPOLA OS MUROS
REFLEXÕES ACERCA DE REFLEXÕES PEDAGÓGICAS DO CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL GRACILIANO RAMOS, EM MACEIÓ-AL
Résumé
Crianças, enquanto sujeitos sociais ativos e criativos, reproduzem de forma interpretativa valores e normas que atuam sobre a sociedade, influenciando modificações tanto quanto são influenciadas por elas. Entretanto, considerando a influência da lógica de urbanização moderna ocidental e, consequentemente, configurações urbanas marcadas pela setorização funcional e pela lógica da produtividade, são evidentes processos como a institucionalização da infância e a domesticação das crianças, que acabam por tolher nelas o exercício da liberdade, autonomia e criatividade. Nesse cenário, observamos que a escola apresenta possibilidades de reconquista dos espaços públicos comprometidos pela consolidação da cidade capitalista. Essa reconquista, por sua vez, demanda uma abertura da escola para a cidade. O presente trabalho parte da reflexão acerca dos desafios que se impõem para que essa abertura seja possível. Com o objetivo de discutir possibilidades e desafios para alcançarmos uma cidade aberta às vivências infantis a partir do espaço escolar, revisamos contribuições teóricas e situamos o debate em uma análise do uso pedagógico dos espaços do CMEI Graciliano Ramos, em Maceió-AL. A partir destes, identificamos desafios que reforçam concepções ultrapassadas de infância, impactando no espaço ocupado pela escola. Logo, observamos que a cidade, tanto quanto a sociedade, precisam se permitir ser extensão da escola, para que a escola possa se estender para a cidade.