ALDEAMENTOS INDÍGENAS NO PIAUÍ COLONIAL, UMA AVALIAÇÃO DA POTENCIALIDADE ARQUEOLÓGICA NO MUNICÍPIO DE TANQUE DO PIAUÍ – PI

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Palavras-chave:

Gueguês; São João de Sende; Muros de pedra.

Resumo

Na segunda metade do século XVIII fundaram-se dois aldeamentos na porção central do Estado do Piauí, limite da mesorregião região Sudeste do Piauí: São João de Sende e São Gonçalo do Amarante. Sua localização corresponde, respectivamente, aos atuais munícipios de Regeneração e Tanque do Piauí. Ainda que tenham recebido indígenas de outras etnias, como os Aroases, seu objetivo foi abrigar sobretudo Gueguês e Acroás. Criados após o diretório dos índios e da expulsão dos Jesuítas, sua duração foi bastante limitada (1765-1792) e sua administração foi praticamente leiga, dada a dificuldade em indicar religiosos para atuar ali. Os moradores atuais, que reocuparam a área há por volta de 100 anos, relacionam a maioria das estruturas de pedra observadas atualmente a uma suposta presença religiosa: jesuítica ou franciscana. Os resultados aqui expostos dão conta destas estruturas e de outros vestígios arqueológicos existentes atualmente na região, e que testemunham a existência do aldeamento. As paredes e os espaços que elas delimitam materializam as particularidades de um aldeamento parcialmente alheio a lógica catequizadora que preconizou os demais aldeamentos do Brasil Colonial, todavia com características práticas muito similares.

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Biografia do Autor

Rodrigo Lessa Costa, Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)

Doutor em Arqueologia pelo Museu Nacional (MN/UFRJ). Professor do Programa de Pós-graduação em Arqueologia e do Colegiado de Arqueologia  e Preservação Patrimonial da Universidade Federal do Vale do São Francisco.

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Publicado

15-12-2025

Como Citar

COSTA, Rodrigo Lessa. ALDEAMENTOS INDÍGENAS NO PIAUÍ COLONIAL, UMA AVALIAÇÃO DA POTENCIALIDADE ARQUEOLÓGICA NO MUNICÍPIO DE TANQUE DO PIAUÍ – PI. Revista de Ciências Humanas Caeté, Maceió, v. 7, n. 2, p. 82–97, 2025. Disponível em: https://periodicos.ufal.br/revistadecienciashumanascaete/article/view/20380. Acesso em: 3 mar. 2026.