A teologia da enxada no sertão de Alagoas: camponeses, pastorais e comunidades de base no contexto de transição para Nova República, 1982 a 1990
DOI:
https://doi.org/10.66910/rchc.v8i1.20832Palavras-chave:
Teologia da Enxada, Camponeses, Sertão de AlagoasResumo
O presente artigo analisa as experiências de formação crítica e reflexiva desenvolvidas pelas pastorais populares da Igreja Católica junto aos camponeses e movimentos sociais do campo no contexto de transição para a Nova República, entre 1982 e 1990. Atividades pedagógicas protagonizadas por trabalhadores/as rurais, missionários, freis e freiras, cujas trajetórias revelam um histórico de resistência religiosa, popular e política, balizadas em princípios constitucionais e humanísticos. Marco temporal iniciado em 1982 a partir da participação dos trabalhadores rurais sem terra da região no Seminário Rural da Paraíba, uma prática pedagógica, metodológica e de evangelização fomentada pela Teologia da Enxada que, por sua vez, estava associada aos fundamentos teológicos, políticos e sociais da Teologia da Libertação. Recorte estendido a 1990, quando representantes das comunidades rurais passaram a ocupar organizações sociais dos/as trabalhadores/as rurais, a exemplo, o Sindicato Rural de Inhapi, Sertão de Alagoas, Nordeste do Brasil. A atuação das pastorais suscitou a formação de lideranças religiosas e leigas que passaram a questionar a realidade social e política, assim como arar organizações sociais e estratégias de acesso a direitos fundamentais ainda não alcançado na região, a exemplo, o acesso à terra.
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