A QUILOMBAGEM NO SÉCULO XXI: RECONHECIMENTO OU EMANCIPAÇÃO?
Abstract
Este artigo discorre sobre o cenário da sociedade brasileira durante os tempos de colônia e de império marcados pela escravidão negra, bem como a reação rebelde dos escravizados e escravizadas contra a escravidão. O termo que melhor expressa esta realidade rebelde é quilombagem, com significado de processo revolucionário, pois os quilombolas, à medida em que se opunham ao sistema escravagista criavam uma nova sociabilidade alternativa, marcada pelo sentimento de liberdade, de convivência pacífica e uso coletivo do solo e dos bens produzidos. A quilombagem então, iniciada nos tempos da escravidão ultrapassou os séculos e alcançou os nossos dias, constituindo-se de uma prática voltada à transformação social radical, consequentemente almeja alcançar a emancipação. Por isso será comentada, mesmo que sucintamente a emancipação iluminista, emancipação política e a emancipação humana, com vistas a enfatizar o tipo de emancipação que a quilombagem melhor se coaduna. No mais, este artigo trata desse processo revolucionário presente no contexto do século XXI, trabalha o conceito de reconhecimento e destaca a sua importância e os seus limites, apesar da sua imensa importância para o estabelecimento da dignidade humana quilombola.
Downloads
References
ANTUNES, Ricardo. 2009. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo.
BERTODO, Edna. 2015. Trabalho e Educação no Brasil: da centralidade do trabalho à centralidade da política. São Paulo: Instituto Lukacs.
BRASIL. 2020. Constituição Federal de 1988. Disponível em: www.stf.jus.br. Acesso em: 05 jun.
_______. 2020. Lei nº 7.668, de 22 de agosto de 1988. (Lei criadora da Fundação Cultural Palmares). Disponível em: www.stf.jus.br. Acesso em: 05 jun.
CARNEIRO, Edison. 2001. Singularidades dos Quilombos. In: MOURA, Clóvis. Os Quilombos na Dinâmica Social do Brasil. Maceió: Edufal.
d’ADESKY, Jacques. 2018. Recursos para o Reconhecimento, Igualdade e Respeito. Rio de Janeiro: Cassará.
DUCHESNEAU, François. John Locke. 1982. In: CHATELET, François. O Iluminismo: o século XVIII. Rio de Janeiro: Zahar editores.
FEYERABEND, Paul. 2010. Adeus à Razão. São Paulo: UNESP.
GENOVESE, Eugene. 1983. Da Rebelião à Revolução. São Paulo: Global.
HORKHEIMER, Max. 2002. Eclipse da Razão. São Paulo: Centauro.
MARCUSE, Herbert. 1973. A Ideologia da Sociedade Industrial: o homem unidimensional. Rio de Janeiro: Zahar editores.
MARX, Karl. 2009. Para a Questão Judaica. São Paulo: Expressão Popular.
MENEZES, Anderson de Alencar. 2019. O SISTEMA SOCIOEDUCATIVO ALAGOANO: a importância do Projeto Político Pedagógico para a consolidação do Reconhecimento dos Adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. Texto cedido gentilmente pelo autor. Maceió: UFAL.
MOURA, Clóvis. 2001. A quilombagem como expressão de protesto radical. In: MOURA, Clóvis. Os Quilombos na dinâmica social do Brasil. Maceió: Edufal.
MUNANGA, Kabengele. 2001. Origem e histórico dos quilombos em África. In: MOURA, Clóvis. Os Quilombos na Dinâmica Social do Brasil. Maceió: Edufal.
REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos. 1996. Liberdade por um fio. São Paulo: Companhia das Letras.
SCHMITT, Alessandra, et al. 2020. A atualização do conceito de quilombo: identidade e território nas definições teóricas. Revista Ambiente & Sociedade nº 10 Jan/June 2002. Disponível em: < scielo.br/scielo.php? Acesso em: 08 jun.
WILLIAMS, Eric. 2012. Capitalismo & Escravidão. São Paulo: Companhia das Letras.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
The Caeté Journal of Human Sciences considers that authors retain copyright over their work, but authors must agree to grant the journal the right of first publication. In addition, the author must agree that:
in any publications in institutional repositories, book chapters, or other works resulting from works published in the Caeté Journal of Human Sciences, due credit must be given to the initial publication.
they are authorized to publish and distribute their work online (e.g., in institutional repositories or on their personal page) at any time before or during the editorial process, as this may generate productive changes, as well as increase the impact and citation of the work published by the Caeté Journal of Human Sciences.






Licenciada por