ANÁLISE TÉCNICA DOS TEMBETÁS DA PORÇÃO PIAUIENSE DO ARARIPE

Autores

  • Ekles Araujo Mateus UNIVASF
  • Mauro Alexandre Farias Fontes UNIVASF

Resumo

Nesse trabalho de análise de material lítico buscamos compreender se há similaridades técnicas entre os seis artefatos de ornamento labial conhecidos como tembetás de dois sítios distintos, mas próximos um do outro, que são os sítio Brite I e Brite II, localizados em Caldeirão Grande do Piauí-PI na porção piauiense da Chapada do Araripe. Como sabemos, povos de diferentes culturas produziam seus artefatos líticos para diversos fins práticos, ritualístico e também decorativos, como é o caso dos tembetás, com técnicas distintas e variações de matérias-primas. Sendo assim, os estudos dessas técnicas se mostram relevantes para também buscar particularidades, similaridades e diferenças entre as culturas de povos pretéritos. Esses seis tembetás estão divididos entre os do tipo T clássico, que contém uma haste preensível e outra alongada chamada de haste decorativa, e o do tipo T, que não possui tal alongamento. A análise busca conhecer além do aspecto técnico, a matéria-prima com os quais foram confeccionados os tembetás para fins de comparação entre os sítios e que compreendamos um pouco mais sobre esses artefatos, suas técnicas e também sobre a cultura e suas aplicações sociais dos povos que faziam uso dos tembetás.       

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Binford, L. (1989). Styles of Style. Journal of Anthropological Archaeology, 8 (1), 51-67.

Krause, P. (2021/19/04). Cunhambebe: Um indígena foi uma das primeiras lideranças a combater a invasão do Brasil pelos portugueses. Ciência Hoje. URL: https://chc.org.br/artigo/cunhambebe/

Collins, M. (1975). Lithic technology as a mean of processual inference. In: Swanson, E. (ed). Lithic technology: making and using stone tools. Mouton Publishers, 15-34.

Corrêa, A. A. (2011). Cadeias Operatórias Tupi. Habitus 9 (2), 21-238. DOI: https://doi.org/10.18224/hab.v9.2.2011.221-238

Dias, A.; Silva, A. (2001). Sistema tecnológico e estilo: as implicações desta inter-relação no estudo das indústrias líticas do sul do Brasil. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, (11), 95-108. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2001.109412

Dias, A. (1994). Repensando a Tradição Umbu a Partir de um Estudo de Caso. Dissertação (Dissertação de mestrado, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Biblioteca Digital de Teses e Disertações PUC RS. https://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/10719

Fontes, M. A. (Org.). (2017). Cerâmicas Pré-Históricas na Porção Piauiense da Chapada do Araripe. UNIVASF.

Google Maps. (2023). Vista superior dos limites do município de Caldeirão Grande do Piauí-PI, na porção piauiense da Chapada do Araripe. URL: http://google.maps.com.br

Hodder, I. (1988). Interpretación en Arqueología: Corrientes actuales. Editora

Crítica.

Hodder, I. (1982). Symbolic and structural archaeology. Cambridge University Press.

Kant, I. (1997). Crítica da razão pura. (4ª ed.). Colouste Gulbenkian.

Lemonnier, P. (1992). Elements for Anthropology of Technology. University of Michigan.

Mazza, S. M. (2014). Cunhambebe. Disponível em: http://www.leah.inhis.ufu.br/node/355

Mello Netto, L. S. (1877). Apontamentos sobre os Tembetás (Adornos labiais de pedra) da Collecção Archeologica do Museu Nacional. Arquivos do Museu Nacional. (tômo 11).

Oliveira, C. A., Luna, S., Nascimento, A. (1991). A cerâmica pré-histórica no Brasil: avaliação e proposta. CLIO Arqueológica. 1(7), 11-60. URL: https://periodicos.ufpe.br/revistas/clioarqueologica/article/view/247184

Paschoalick; L. C. A. 2001. A arte do índio Kaiowá da Reserva Indígena de Dourados, MS: transformações e permanências, uma expressão de identidade e afirmação étnica. XXI simpósio Nacional de História - A História no Novo Milênio: entre o Individual e o Coletivo.

Prado, R. A. de A. (1942). Contribuição para o estudo do tembetá. Revista do Arquivo Municipal, 84, 139-54.

Prous, A. (2006). O Brasil antes dos brasileiros: a pré-história do nosso país. Jorge Zahar Editor.

Alonso, M.; Prous, A. (2003). Estudo de conjuntos líticos tupiguarani. Anais do XII congresso nacional de arqueologia brasileira, 12.

Schiffer, M. (1972). Archaeological context and systemic context. American Antiquity, 37, 156-165.

Silva, J. A.; Carvalho, O. A. de; Queiroz, A. N. de. (2014). A cultura material associada a sepultamentos no Brasil: Arqueologia dos adornos. CLIO Arqueológica, 29(1), 45-82.

Downloads

Publicado

15-12-2025

Como Citar

ARAUJO MATEUS, Ekles; FARIAS FONTES, Mauro Alexandre. ANÁLISE TÉCNICA DOS TEMBETÁS DA PORÇÃO PIAUIENSE DO ARARIPE. Revista de Ciências Humanas Caeté, Maceió, v. 7, n. 2, p. 11–32, 2025. Disponível em: https://periodicos.ufal.br/revistadecienciashumanascaete/article/view/15528. Acesso em: 3 mar. 2026.