RESPOSTA DE ESPÉCIES ARBÓREAS AO ESTRESSE SALINO NAS FASES DE GERMINAÇÃO E CRESCIMENTO INICIAL DE PLÂNTULA
DOI:
https://doi.org/10.28998/rca.24.17733Palabras clave:
Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong, Erythrina velutina Willd, Ormosia arborea (Vell.) Harms, NaCl, potencial osmóticoResumen
Diante dos constantes impactos ambientais que a vegetação da Região Semiárida Mineira vem sofrendo atualmente, se faz necessária a seleção de espécies nativas tolerantes ao estresse hídrico e salino, visando a recuperação dessas áreas degradadas. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a influência do estresse salino provocado pela presença de sais em diferentes concentrações na germinação de sementes de três espécies arbóreas da família Fabaceae. Adotou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado com quatro repetições de 25 sementes, no esquema fatorial 3 x 5, sendo estudada a resposta de sementes de três espécies arbóreas da família Fabaceae [mulungu (Erythrina velutina Willd.), olho de cabra (Ormosia arborea (Vell.) Harms) e tamboril (Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong.)] a cinco níveis de potenciais osmóticos (0,0; -0,3; -0,6; -1,2 e -1,8 MPa) por meio do uso de cloreto de sódio (NaCl) para simulação de estresse salino. Aos 28 dias após a semeadura foram avaliados os seguintes parâmetros: porcentagem de germinação (%); índice de velocidade de germinação (IVG); tempo médio de germinação (TMG); comprimento do sistema radicular e massa seca do sistema radicular. À medida que o potencial osmótico do meio se tornou mais negativo, pode-se verificar uma redução drástica na porcentagem de germinação, no IVG, no alongamento do eixo embrionário e na produção de massa seca do sistema radicular das plântulas avaliadas.
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