A ESCOLA NOVA, O CURRÍCULO ESTRUTURADO E A VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: UMA ANÁLISE CRÍTICA E COMPARATIVA
DOI:
https://doi.org/10.28998/redemat.v5i1.19284Keywords:
Educação Matemática; Ensino de Matemática; Escola Nova; Currículo Estruturado; Valorização do Professor; BNCC.Abstract
Este artigo analisa criticamente as relações entre os princípios da Escola Nova, o Currículo Estruturado e a valorização do professor, com ênfase nas implicações para a Educação Matemática e para as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Trata-se de um ensaio teórico de abordagem qualitativa, fundamentado em revisão bibliográfica crítica de autores da educação e da Educação Matemática, como John Dewey, Anísio Teixeira, Paulo Freire, Michel Foucault, Gimeno Sacristán e Ubiratan D’Ambrosio. O estudo discute as transformações históricas do movimento da Escola Nova no Brasil, problematizando o deslocamento do papel docente de transmissor do conhecimento para mediador da aprendizagem, especialmente no contexto do ensino de Matemática. Analisa-se, ainda, a relação entre a BNCC e o currículo estruturado, destacando os desafios enfrentados pelos professores diante das exigências contemporâneas de planejamento, metodologias ativas, inclusão e desenvolvimento de competências matemáticas. Os resultados da análise indicam que, embora os princípios escolanovistas e as propostas curriculares contemporâneas valorizem a autonomia discente e o protagonismo do aluno, a ampliação das responsabilidades docentes sem o devido suporte institucional contribui para a sobrecarga e a desvalorização profissional. Conclui-se que um currículo estruturado, articulado às especificidades da Educação Matemática e acompanhado de políticas efetivas de valorização docente, pode contribuir para a melhoria do ensino, para a organização das práticas pedagógicas e para o fortalecimento da atuação do professor de Matemática na educação básica.
Downloads
References
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2017.
D’AMBROSIO, U. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
D’AMBROSIO, U. O Estado da Civilização e a Responsabilidade de Matemáticos e Educadores Matemáticos. São Paulo: UNIAN, 2019.
DEWEY, John. Democracy and Education. New York: Macmillan, 1916.
FLEMMING, D. M. Tendências em educação matemática. 2 ed. Palhoça: UnisulVirtual, 2005.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1975.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.
GIMENO SACRISTÁN, José. 2000. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Tradutor: Ernani F. da Fonseca Rosa. Porto Alegre: Artmed.
SAVIANI, Dermeval. A Pedagogia no Brasil: Histórico e Críticas. São Paulo: Cortez, 1991.
SKOVSMOSE, O. Educação Matemática Crítica: a questão da democracia. Campinas: Papirus, 2001.


