Del mirarte y no mirarte - a canção de Violeta Parra no cinema de Nieves Yankovic

Autores

  • Rafael Saar da Costa Doutorando - Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual - Universidade Federal Fluminense
  • Maurício de Bragança Docente - Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual - Universidade Federal Fluminense

Resumo

Os anos 1960 marcaram uma América Latina de efervescência política e artística em que cinema, teatro, música, artes plásticas,
literatura, buscam aproximações frente a dilemas sociais comuns e se apresentam em movimentos de renovação em estética e discurso. Vemos a consolidação dos novos cinemas brasileiros, o Nuevo Cine Latinoamericano, a Música Popular Brasileira e a Nueva Canción Latinoamericana. Formados frente aos debates acerca do neocolonialismo cultural, o repúdio à hegemonia estadunidense e europeia na América Latina, os movimentos de renovação e emancipação cultural buscaram na tradição popular um dos elementos de impulso revolucionário de afirmação de identidades nacionais. No Chile de um cinema que até então reproduzia estéticas importadas e hegemônicas, encontramos realizadores que irão abrir caminho para o Nuevo Cine Latinoamericano, como Sérgio Bravo, e a dupla 
Nieves Yankovic e Jorge Di Lauro. Em comum, no trabalho pioneiro destes cineastas, está Violeta Parra, seja na trilha sonora ou  eventualmente aparecendo em seus primeiros filmes. Estas relações entre o cancioneiro popular e o cinema, como um projeto de  afirmação nacional e experimentação estética, serão objeto deste artigo. 

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Biografia do Autor

Rafael Saar da Costa, Doutorando - Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual - Universidade Federal Fluminense

Doutorando pelo PPGCine UFF. Dirigiu curtas-metragens, entre eles "Depois de tudo" e "Homem-ave", premiados em diversos festivais. É realizador, pesquisador e montador. Seu primeiro longa, "Yorimatã", foi exibido no Festival de Havana, Mostra de SP 2014 e ganhou o prêmio de Melhor Filme no In-Edit 2015. "Peixe abissal" estreou na Mostra de Tiradentes e ganhou os prêmios de Melhor Documentário no Queer Lisboa 2024 e Melhor Diretor no FIDBA.

Maurício de Bragança, Docente - Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual - Universidade Federal Fluminense

Professor Associado do Departamento de Cinema e Video e do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da UFF. Pesquisador de cinema latino-americano, em especial cinema mexcano, interessado nas interfaces entre cinema, literatura e as manifestações da indústria cultural na América Latina. Publicou A traição de Manuel Puig: melodrama, cinema e política em uma literatura à margem (EDUFF, 2010) e organizou, com Marina Tedesco, o livro Corpos em projeção: gênero e sexualidade no
cinema latino-americano (7Letras, 2013).

Publicado

2026-07-10