Reflexões estéticas e performáticas sobre arquivos da cultura alagoana: “Amor... doce ilusão” de Mário Marroquim (1896-1973)
Resumen
O presente artigo visa investigar relações entre arquivo, memória e performance considerando o status dos arquivos alagoanos com ênfase nas obras do compositor Mário Marroquim. Na arte brasileira contemporânea, estamos constantemente perpassados por processos de hibridização cultural que influenciam drasticamente nossa abordagem dos arquivos a partir das novas tecnologias digitais e da informação. O arquivo é tradicionalmente definido em dupla via, como um conjunto de documentos manuscritos, gráficos, fotográficos, sonoros, audiovisuais etc., recebidos ou produzidos oficialmente por uma entidade ou como um lugar onde se recolhem e guardam estes documentos (Ferreira, 2000). Entretanto, abordar filosoficamente o arquivo, significa se aproximar de um conceito que perpassa transversalmente processos e acontecimentos
históricos, ações e produções humanas (subjetivas e coletivas). Esses processos respondem a valores culturais, discursos hegemônicos e campos de normatização das tradições populares, que devem ser consideradas como intrínsecas ao próprio arquivo. O impulso arquivístico (Foster, 2004) que se expressa na arte contemporânea coloca em pauta o debate epistêmico sobre a figura do artista como etnógrafo, como historiador e no nosso caso intérprete musical.
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