A Autoetnografia na pesquisa em educação

Autores

  • Jonas dos Reis Souza Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, Sergipe, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.20952/jrks5119195

Resumo

Este texto nasce de uma reflexão autoetnográfica sobre a trajetória acadêmica e as experiências de um pesquisador gay no ensino superior, discutindo os desafios impostos pela heteronormatividade e pela LGBTfobia na universidade. Partindo do lugar silencioso e marginalizado onde as experiências e narrativas vivenciadas são exiladas pela heteronormatividade e metódos positivistas de fazer ciência, a autoetnografia, como rota alternativa, é utilizada como ferramenta metodológica para integrar subjetividade e análise crítica, rompendo com paradigmas positivistas e valorizando as vivências individuais como fontes de conhecimento científico. A partir das abordagens de Ellis et al. (2015), Lopez-Cano e Opazo (2014), McLaurin (2003) e Oliveira Neto (2022), o texto explora a memória, a auto-observação e a autorreflexão como estratégias de investigação. A pesquisa demonstra como a autoetnografia possibilita resistência acadêmica e amplia espaços para narrativas dissidentes, promovendo uma produção de conhecimento mais inclusiva. Assim, conclui-se que essa metodologia contribui para a compreensão das dinâmicas de exclusão e pertencimento na universidade, reforçando a necessidade de ambientes acadêmicos mais acolhedores para identidades LGBTQIAPN+.

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Biografia do Autor

Jonas dos Reis Souza, Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, Sergipe, Brasil.

Mestrando em Educação (UFS).

Referências

BRASIL DE DIREITOS. O que é LGBTfobia? Conheça os números do fenômeno no Brasil. Disponível em: https://www.brasildedireitos.org.br/atualidades/o-que-lgbtfobia-conhea-os-nmeros-do-fenmeno-no-brasil/. Acesso em: 14 nov. 2024.

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Publicado

2024-12-31

Edição

Seção

Human Sciences