A Autoetnografia na pesquisa em educação
DOI:
https://doi.org/10.20952/jrks5119195Resumo
Este texto nasce de uma reflexão autoetnográfica sobre a trajetória acadêmica e as experiências de um pesquisador gay no ensino superior, discutindo os desafios impostos pela heteronormatividade e pela LGBTfobia na universidade. Partindo do lugar silencioso e marginalizado onde as experiências e narrativas vivenciadas são exiladas pela heteronormatividade e metódos positivistas de fazer ciência, a autoetnografia, como rota alternativa, é utilizada como ferramenta metodológica para integrar subjetividade e análise crítica, rompendo com paradigmas positivistas e valorizando as vivências individuais como fontes de conhecimento científico. A partir das abordagens de Ellis et al. (2015), Lopez-Cano e Opazo (2014), McLaurin (2003) e Oliveira Neto (2022), o texto explora a memória, a auto-observação e a autorreflexão como estratégias de investigação. A pesquisa demonstra como a autoetnografia possibilita resistência acadêmica e amplia espaços para narrativas dissidentes, promovendo uma produção de conhecimento mais inclusiva. Assim, conclui-se que essa metodologia contribui para a compreensão das dinâmicas de exclusão e pertencimento na universidade, reforçando a necessidade de ambientes acadêmicos mais acolhedores para identidades LGBTQIAPN+.
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Referências
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