Por que os velhos aprendem: reflexões sobre sentidos e práticas pedagógicas da aprendizagem no envelhecimento
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2026v18n40.20561Palavras-chave:
envelhecimento, aprendizagem, neuroeducação, etarismoResumo
O artigo analisa o processo de aprendizagem na velhice, problematizando os sentidos e as práticas pedagógicas diante do envelhecimento populacional contemporâneo. O objetivo geral consiste em investigar a aprendizagem de pessoas idosas a partir da articulação entre a neuroeducação e a pedagogia crítica freiriana. Metodologicamente, caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de nível exploratório e descritivo, realizada por meio de revisão bibliográfica narrativa e análise dialética de obras clássicas, artigos científicos e documentos institucionais. Os resultados e discussões evidenciam que a plasticidade cerebral e a reserva cognitiva permitem a continuidade do aprendizado ao longo da vida, superando visões reducionistas que associam a velhice ao declínio inevitável. Ressalta-se a importância dos espaços educativos não formais para a ressignificação da identidade e o fortalecimento de vínculos sociais por meio da valorização dos saberes construídos ao longo da trajetória de vida. Conclui-se que a educação no envelhecimento deve ser pautada no diálogo e na emancipação, atuando como um direito permanente e ferramenta essencial no enfrentamento do etarismo. A integração entre os aportes biológicos e sociopedagógicos qualifica o idoso como sujeito histórico e cognoscente, promovendo um envelhecimento digno e participativo.
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