Autonarrativas e cognição: uma abordagem à luz do paradigma da complexidade
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2026v18n40.18976Palavras-chave:
Cognição, Autonarrativas, Ontoepistemogênese, Paradigma da Complexidade, AutopoiesisResumo
Este artigo trata de reflexões sobre práticas didáticas autopoiéticas aplicadas em alunos(as) de Pós-Graduação e refletidas à luz do Paradigma da Complexidade, aquele que junta as dimensões da realidade. Nessa perspectiva, não há separação entre sujeito e objeto. Isso remete a uma Epistemologia da autoexperiência. Para demonstrar esse processo cognitivo-subjetivo, o nosso Grupo de Pesquisa (GAIA) cunhou o conceito-princípio de Ontoepistemogênese o qual mostra que conhecer e viver emergem juntos no viver. Nossa principal referência teórica é a Teoria da Biologia da Cognição de H. Maturana e F. Varela com o pressuposto básico de que os seres vivos são autopoiéticos, produzindo a si mesmos.
Downloads
Referências
BAKEWELL, S. Como viver. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
BATESON, G. Steps to an ecology of the mind. New York: Ballantine, 2003.
BERTALANFFY, L. Teoria Geral dos Sistemas. Petrópolis: Vozes, 1973.
BION, W. Seven Servants: four works. New York: Jason Aronson, 1977.
COELHO, M. Montaigne. São Paulo: Publifolha, 2001.
CRAGNOLINI, M. Do corpo-escrita: Nietzsche, seu “Eu” e seus escritos. In: FEITOSA, et al. (org.) Assim falou Nietzsche III. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2001. p. 132-138
DOIDGE, N. O cérebro que cura. Rio de Janeiro: Record, 2016.
ESPINOSA, B. Ética. Tradução de Joaquim de Carvalho. São Paulo: EDUSP, 2015.
FOERSTER, V. H. Las semillas de la cibernética. Barcelona: Gedisa, 1991.
FOUCAULT, M. O que é um autor?. Lisboa: Passagens, 2006.
FOUCAULT, M. O que é a crítica? A cultura de si. Lisboa: Texto & Grafia, 2017.
KASTRUP, V. Invenção de si e do mundo: uma introdução do tempo e do coletivo no estudo da cognição. Campinas: Papirus, 2000.
MATURANA, H. Emociones y Lenguaje en Educación y política. Santiago: Hachette, 1991.
MATURANA, H. La realidad: Objetiva o construida? Barcelona: Anthropos, 1997. 2 v.
MATURANA, H. Cognição, Ciência e Vida Cotidiana. Belo Horizonte: UFMG, 2000.
MATURANA, H. Ontologia da realidade. Belo Horizonte: UFMG, 2002.
MATURANA, H.; VARELA, F. Autopoiesis and cognition: the realization of the living. Dordrecht: Riedel, 1980.
MONTAIGNE, M. Ensaios. Rio de Janeiro: Nova Cultural, 2004.
NIETZSCHE, F. Breviário de citações. São Paulo: Princípio, 1996.
NIETZSCHE, F. Ecce Homo. São Paulo: Martin Claret, 2002.
OLIVEIRA, C. C. Auto-organização, Educação e Saúde. Coimbra: Ariadne, 2004.
PELLANDA, N. M. C.; SCHLÜNZEN, E. T. M.; SCHLÜNZEN J., K. (org.). Inclusão Digital: Tecendo redes afetivas/cognitivas. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.
PELLANDA, N. M. C.; et al. Viver/conhecer na perspectiva da complexidade: experiências de pesquisa. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2017.
PIAGET, J. Epistemologia Genética. São Paulo: Abril, 1983.
SILVEIRA, C.; FERREIRA, R. Escritas de si, escritas do mundo: Um olhar clínico em direção à escrota. Revista Athenea Digital, 13(3): 243-263, novembro 2013.
VARELA, F. El fenómeno de la vida. Santiago: Dolmen, 2000.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Debates em Educação

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Neste tipo de licença é permitido Compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato) e Adaptar (remixar, transformar, e criar a partir do material). Deverá ser dado o crédito apropriado , prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas . O conteúdo não pdoerá ser utilizado para fins comerciais .
Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY-NC 4.0).