Reflexos em um espelho regular

tempo e cotidiano em Noite do Oráculo, de Paul Auster

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.28998/rchv17n33.2026.0007

Palabras clave:

história;, literatura, tempo

Resumen

O objetivo deste artigo é analisar o romance Noite do oráculo, escrito por Paul Auster e publicado em 2003. A narrativa se passa, principalmente, no ano de 1982 e nos permite compreender aspectos pontuais sobre as últimas décadas do século XX, tais como as relações dos sujeitos com temporalidades distintas, as formas de percepção do cotidiano e o papel da memória e da história em relatos que ora se constituem em torno da recordação familiar, ora em torno do evento histórico. Adotou-se como campo de análise histórica as relações entre história e literatura, utilizando uma bibliografia correspondente ao contato entre as duas áreas. Em última instância, procurei determinar como a ficção de Auster está atenta ao direito que as pessoas têm de recordar a própria a vida para saciar o desejo de atualizar o passado.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Marcus Vinicius Santana Lima, Universidade Federal do Vale do São Francisco

Marcus Vinicius Santana Lima é Professor Adjunto II do Colegiado de Licenciatura em História da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Campus Senhor do Bonfim, Bahia. Possui Doutorado em História pela Universidade Federal de Pernambuco.  

Citas

AUSTER, Paul. Entrevista concedida em 02/09/2017. El País. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/29/cultura/1504021967_363735.html>. Acesso em: 25 nov. 2023.

AUSTER, Paul. Realidade e ficção. Fronteiras do Pensamento, fev. 2021. Disponível em: <https://www.fronteiras.com/assista/exibir/realidade-e-ficcao>. Acesso em: 25 nov. 2023.

AUSTER, Paul. Noite do oráculo. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. Tradução de Carlos Felipe Moisés e Ana Maria L. Ioriatti. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

CORBIN, Alain. História das sensibilidades. Tradução de Mariana Echalar. São Paulo: Editora Unesp, 2024.

DÖBLIN, Alfred. O romance histórico e nós. História: questões & debates, Curitiba, ano 23, n. 44, jan./jun. 2006.

DUARTE, Simone. O vento mudou de direção: o Onze de Setembro que o mundo não viu. São Paulo: Fósforo, 2021.

ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Tradução de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

FARIA, Daniel. Quando os poetas de despediram da felicidade: Baudelaire e Dostoiévski criticam as utopias. História: questões & debates, Curitiba, ano 23, n. 44, jan./jun. 2006.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Tradução de Beatriz Sidou. São Paulo: Centauro, 2006.

HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Tradução de Andréa Souza de Menezes (et. al.). Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015,

HOBSBAWN, Eric. Globalização, democracia, terrorismo. Tradução de José Viegas. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

KUNDERA, Milan. A arte do romance. Tradução de Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

PAMUK, Orhan. O romancista ingênuo e o sentimental. Tradução de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

PEREIRA, Matheus Henrique de Faria. Lembrança do presente: ensaios sobre a condição histórica na era da internet. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & literatura: uma velha-nova história. In: COSTA, Cléria Botelho da; MACHADO, Maria Clara Tomaz (Org.). Literatura e história: identidades e fronteiras. Uberlândia: EDUFU, 2006.

PIGLIA, Ricardo. O último leitor. Tradução de Heloisa Jahn. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

REIS, José Carlos. Teoria & e história: tempo histórico, história do pensamento histórico ocidental e pensamento brasileiro. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012.

REZENDE, Antonio Paulo. O espelho inquieto da contemporaneidade. In: MENESES, Sônia; SANTOS, Cícero Joaquim (Org). História e contemporaneidades. Curitiba: CRV, 2016.

RICOUER, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Tradução de Alain François (et. al.). Campinas: Editora da Unicamp, 2007.

SEVCENKO, Nicolau. A corrida para o século XXI: no loop da montanha-russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

SILVA, L. H. A. Ficção e trauma em Paul Auster. Tese (Doutorado em Psicologia) – Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.

WILLIAMS, Raymond. O campo e a cidade: na história e na literatura. Tradução de Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhias das Letras, 2011.

Publicado

2026-07-31

Cómo citar

Santana Lima, M. V. (2026). Reflexos em um espelho regular: tempo e cotidiano em Noite do Oráculo, de Paul Auster. Revista Crítica Histórica, 17(33), 157–189. https://doi.org/10.28998/rchv17n33.2026.0007