LESHJAE KUMPANJA ENTRE GESTOS POLÍTICOS, ESTÉTICOS E SOMÁTICO:

UMA POESIA ROMANI, UM LUGAR DE FALA EM ALAGOAS

Autores

  • Cybelle de Lima Barros Ufal

Palavras-chave:

artivismo, dança romani, memória cultural, leshjae kumpanja

Resumo

Este trabalho apresenta uma análise do grupo Leshjae Kumpanja, uma das principais representações da arte Romani no Brasil, reconhecido nacionalmente pelo seu valor artivista e cultural. Fundado em Maceió, Alagoas, por Anne Kellen Durdevic, José Ruiter Durdevic e pela pesquisadora autora deste estudo, o grupo atua desde 2008 na preservação, promoção e disseminação da cultura Romani, música e dança, por meio do artivismo, consolidando um espaço de fala significativo tanto no cenário local quanto nacional. O estudo evidencia que a arte, especialmente a dança Romani, transcende o entretenimento e se constitui como memória cultural, linguagem e resistência política. A pesquisa demonstra que o Leshjae Kumpanja atua como mediador de práticas artísticas e políticas, contribuindo para a visibilidade da etnia Romani, a preservação de sua memória e a luta contra preconceitos históricos, como a Romafobia. O grupo utiliza performances culturais para comunicar valores, histórias e experiências da Roma, promovendo reflexões sobre identidade, território, pertencimento e cidadania. A metodologia é qualitativa, com observação participante e registros de comunicações orais dos integrantes Romani fundadores do grupo, além de análise bibliográfica fundamentada na teoria da memória cultural (Taylor, 2013), na teoria da Corpomídia (Katz; Greiner, 1994) e no artivismo (Chaia, 2007). A fundamentação sobre a cultura Romani apoia-se em dois blocos. O primeiro é composto por pesquisas e publicações Romani nacionais, por meio da AMSK Brasil (Associação Internacional Maylê Sara Kalí), e internacionais de referência para a Romá. O segundo bloco é composto por Gadjê nacionais de referência para o Romá, Teixeira (1988; 2008), e internacionais também de referência para a Romá. O estudo confirma que a dança Romani é um patrimônio vivo, imaterial e dinâmico, que reforça valores como: a resistência, a memória, o território, identidade e tradição de um povo historicamente marginalizado. E o Leshjae Kumpanja revela, pela dança, experiências coletivas de um grupo, o romani, marginalizado em matrizes de dominação, reivindicando seu lugar e fala, respeito e visibilidade política (Ribeiro, 2017).

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set. 2025.

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Publicado

2026-07-29

Como Citar

Barros, C. de L. (2026). LESHJAE KUMPANJA ENTRE GESTOS POLÍTICOS, ESTÉTICOS E SOMÁTICO: : UMA POESIA ROMANI, UM LUGAR DE FALA EM ALAGOAS. CADERNOS CÊNICOS, 7(10). Recuperado de https://periodicos.ufal.br/CadCenicos/article/view/21603

Edição

Seção

Trabalhos de Conclusão de Curso