O “Sertão” chama a atenção, mas raramente fecha a conversa: um exame dos usos da categoria em teses e dissertações brasileiras na área de História (2007–2023)
DOI:
https://doi.org/10.66910/rchc.v8i1.20829Palavras-chave:
Sertão, historiografia brasileira, teses e dissertações, análise conceitual, coerência argumentativaResumo
Este artigo examina os usos da categoria “sertão” e de seus derivados em 244 títulos de teses e dissertações defendidas nos programas brasileiros de pós-graduação em História entre 2007 e 2023, com leitura integral de 64 desses trabalhos. Mediante abordagem mista – quantitativa e qualitativa —, foram analisadas a distribuição temporal, institucional e regional das pesquisas; a função sintática dos termos nos títulos; os significados atribuídos nos corpos textuais; e a consistência argumentativa do uso da categoria ao longo dos textos. Os resultados revelam crescimento expressivo da produção, com forte concentração no Nordeste e um campo semântico em expansão. No entanto, observa-se que, embora recorrente, a categoria é frequentemente empregada sem fundamentação teórica explícita e sem coerência argumentativa plena. Conclui-se que o “sertão” mobiliza o imaginário acadêmico, mas nem sempre sustenta analiticamente os textos que o tomam como eixo interpretativo.
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Referências
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