A economia do mar brasileira à luz da divisão do trabalho de Adam Smith

Autores

  • Rayssa da Veiga Stofeles Lobo Universidade Federal Fluminense
  • Alexandre Jeronimo de Freitas Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Economia do Mar, Adam Smith, Divisão do Trabalho, Brasil, Estado

Resumo

O presente artigo analisa em que medida a Economia do Mar brasileira pode ser compreendida à luz da teoria da divisão do trabalho de Adam Smith. Considerando a relevância crescente da economia azul como vetor de desenvolvimento sustentável e a extensão do território marítimo nacional, a chamada “Amazônia Azul”, busca-se compreender como o ambiente marinho pode favorecer a expansão dos mercados e a especialização produtiva. Metodologicamente, o estudo articula uma revisão teórica do conceito de Economia do Mar com uma leitura crítica de A Riqueza das Nações, de modo a confrontar os fundamentos smithianos da divisão do trabalho com a organização produtiva e a atuação estatal no contexto brasileiro. A análise mostra que, embora o mar represente um meio estratégico para ampliar mercados, reduzir custos e estimular a especialização, sua exploração no Brasil permanece limitada por baixa integração territorial, fragilidade institucional e dependência externa. Os resultados indicam que a teoria clássica contribui para interpretar a centralidade do mar como infraestrutura econômica, mas também revela as contradições de um modelo produtivo ainda marcado por desigualdade e especialização voltada ao exterior.

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Biografia do Autor

Rayssa da Veiga Stofeles Lobo, Universidade Federal Fluminense

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e Mestrado em Economia Regional e Desenvolvimento. Doutoranda em Economia pela Universidade Federal Fluminense. É membro do Centro de Estudos de Economia do Mar (CEEMAR-UFRRJ). 

Alexandre Jeronimo de Freitas, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1999), mestrado em Economia pela Universidade Federal Fluminense (2005) e Doutorado pela UFRJ (2012).  Coordena o Centro de Estudos de Economia do Mar (CEEMAR-UFRRJ). 

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Publicado

2026-01-02

Edição

Seção

Artigos