A economia do mar brasileira à luz da divisão do trabalho de Adam Smith
Palavras-chave:
Economia do Mar, Adam Smith, Divisão do Trabalho, Brasil, EstadoResumo
O presente artigo analisa em que medida a Economia do Mar brasileira pode ser compreendida à luz da teoria da divisão do trabalho de Adam Smith. Considerando a relevância crescente da economia azul como vetor de desenvolvimento sustentável e a extensão do território marítimo nacional, a chamada “Amazônia Azul”, busca-se compreender como o ambiente marinho pode favorecer a expansão dos mercados e a especialização produtiva. Metodologicamente, o estudo articula uma revisão teórica do conceito de Economia do Mar com uma leitura crítica de A Riqueza das Nações, de modo a confrontar os fundamentos smithianos da divisão do trabalho com a organização produtiva e a atuação estatal no contexto brasileiro. A análise mostra que, embora o mar represente um meio estratégico para ampliar mercados, reduzir custos e estimular a especialização, sua exploração no Brasil permanece limitada por baixa integração territorial, fragilidade institucional e dependência externa. Os resultados indicam que a teoria clássica contribui para interpretar a centralidade do mar como infraestrutura econômica, mas também revela as contradições de um modelo produtivo ainda marcado por desigualdade e especialização voltada ao exterior.
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