A dimensão do compromisso ético-político na pesquisa social
DOI:
https://doi.org/10.20952/jrks6119301Resumo
A produção do conhecimento sobre a vida social é atravessada por todos os lados por disputas em torno da prática que se dará em torno dele. Como sabemos, o conhecimento possui dimensões políticas e pode ser traduzido em práticas sociais, de modo que ele é um meio de intervenção e transformação social. A discussão que traremos no presente texto se dá em torno da faceta ativa do conhecimento, trazendo que ele parte da desnaturalização do mundo social e a consequente revelação das dimensões políticas que a governa, trazendo o compromisso ético-político como aquilo que nos põe em movimento para, através do processo de desnaturalização, gestarmos instrumentos políticos de intervenção social no cotidiano daqueles com quem firmamos compromisso. Assim, operamos um esforço no sentido de demonstrar que a neutralidade científica exprime um compromisso tanto quanto o engajamento, e aqueles que partem do compromisso ético-político precisam, fundamentalmente, destruí-la para seguir em frente. Neste mesmo sentido, trazemos a potência epistemológica que estas pesquisadoras e pesquisadores possuem, de engendrar novas metodologias e epistemologias orientadas pela esperança de transformação com vistas à exposição dos mecanismos de criação de um cotidiano sofrível por parte de pessoas trans*, pretas, ou, em uma palavra, que ocupam posições marginalizadas na sociedade brasileira. Portanto, o que o presente trabalho se esforça em demonstrar é que a escolha pelo compromisso ético-político se faz pelo reconhecimento do papel ativo do conhecimento, e cuja potência presidida por ele é fundamental se pretendemos ajudar nossos iguais.
Palavras-chave: Transformação social. Faceta ativa do conhecimento. Compromisso ético-político. Neutralidade
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