SÍNDROME DO JALECO BRANCO E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A HIPERTENSÃO ARTERIAL CONTROLADA (HAC), RESISTENTE (HAR) E PSEUDORRESISTENTE (HAPR) EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

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Elaine Luiza Santos Soares de Mendonça
Rodrigo Alves de Lima
Isabelle Karine dos Santos
Carolina Santos Mello
João Araújo Barros Neto

Resumo

Alterações da senescência elevam a predisposição de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), dentre estas, a de maior prevalência são as cardiovasculares, no entanto com a atual configuração familiar, alguns idosos são direcionados a ILP’s, fator que pode agravar seu estado de saúde geral. Partindo desta premissa, objetivou-se identificar síndrome do jaleco branco e os fatores de risco para HAC, HAR e HAPR em idosos institucionalizados. Trata-se de um estudo transversal, do tipo observacional, realizado com idosos residentes em seis ILP’s de Maceió/AL, em 2018. A coleta de dados ocorreu em dois momentos, o primeiro com a aplicação de protocolo de pesquisa, antropometria (peso (kg), Altura do joelho – (cm)), e aferição da PA e FC (em triplicata), com jaleco Branco. No segundo momento, foi realizada aferição da PA e FC (em triplicata), sem jaleco branco. A amostra foi composta por 28 idosos, destes 60,7%(17/28) eram do sexo feminino, com idade média de 79,0±5,7anos. Do perfil amostral, foram identificados com HAC 60,7%(17/28) e 39,3%(11/28) com HAR/HAPR. Em relação ao período de permanência nas ILP’s, obteve-se média de 37,1±28,9meses. Quanto ao encaminhamento desses idosos aos ILP’s, de forma majoritária, eram encaminhados por familiares (60,7%;17/28). Sobre aos fatores de risco, verificou-se percentuais aumentados para o grupo de HAC, quando correlacionado aos HAR/HAPR, no entanto, apenas a variável de consumo de substâncias exógenas (como o Tabaco, álcool e ingestão de café), apresentou diferença estatística (p<0,05), evidenciando interferência direta destas substâncias entre os idosos com HAC. Ainda, quanto aos parâmetros arteriais (PAS/PAD/FC), houve aumento em suas quantificações no primeiro dia de coleta, podendo este ser decorrente da possível síndrome do jaleco branco. O contingente amostral do estudo pode ser considerado um fator limitante para que as variáveis analisadas apresentem melhor correlação entre as mesmas, contudo, a literatura científica sobre a presente casuística encontra-se escassa, necessitando de mais estudos que avaliem os fatores relacionados aos idosos residentes em ILPs, para que se possa identificar todos os agravantes desta população, e melhorar o cuidado com a saúde.

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Como Citar
Mendonça, E. L. S. S. de, Lima, R. A. de, Santos, I. K. dos, Mello, C. S., & Barros Neto, J. A. (2019). SÍNDROME DO JALECO BRANCO E FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A HIPERTENSÃO ARTERIAL CONTROLADA (HAC), RESISTENTE (HAR) E PSEUDORRESISTENTE (HAPR) EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS. Gep News, 2(2), 648–660. Recuperado de https://periodicos.ufal.br/gepnews/article/view/7964
Seção
Artigos