PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM SÍFILIS CONGÊNITA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

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Thayna Cristine Torres Siqueira
Kaline Thatiana Ribeiro de Melo Costa
Bárbara Camboim Lopes de Figueirêdo

Resumo

A sífilis congênita é transmitida por via transplacentária ao recém-nascido, podendo ocasionar comprometimento do sistema nervoso e cardiovascular. Objetivo: Conhecer o perfil epidemiológico de pacientes com Sífilis Congênita notificados em um Hospital Universitário do nordeste brasileiro entre o período de 2017 a 2022. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico observacional descritivo, derivados das notificações compulsórias dos casos de sífilis congênita realizados entre 2017 a 2022 no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, utilizando os dados disponíveis no Sistema de Informações de Agravos de Notificação. Resultados: Observou-se uma diminuição significativa de novos casos notificados por mil nascidos vivos entre os anos de 2018 a 2020. Prevaleceu o diagnóstico de sífilis recente, tendo apenas uma pequena parcela evoluído para a natimortalidade (12,55%) e aborto (2,51%). Conclusão: Faz-se necessário o desenvolvimento de ações voltadas ao diagnóstico precoce, tratamento adequado para gestantes e parceiros(s), bem como o desenvolvimento de propostas de educação em saúde com foco na promoção de saúde e prevenção da sífilis. Evidenciou-se que o acesso à saúde ainda acontece de maneira desigual entre a população, refletindo a articulação de sistemas discriminatórios como o racismo e o capitalismo como obstáculos ao direito à saúde.

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Como Citar
Siqueira, T. C. T., Costa, K. T. R. de M., & Figueirêdo, B. C. L. de. (2024). PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM SÍFILIS CONGÊNITA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO. Gep News, 8(2), 167–172. Recuperado de https://periodicos.ufal.br/gepnews/article/view/18507
Seção
Artigos

Referências

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