ÓBITO FETAL PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE UMA MATERNIDADE PÚBLICA EM MACEIÓ

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Jessica Liberato Bronze
Leiko Asakura
Mariana de Oliveira Moraes
Bárbara Camboim Lopes de Figueirêdo
Fábio Henrique Peixoto Menezes

Resumen

No âmbito da saúde materno infantil, o óbito fetal é um indicador pouco estudado. Nesta abordagem, os óbitos fetais foram evidenciados tendo em vista a possibilidade de sua prevenção a partir de melhorias na assistência pré-natal e no parto. O objetivo deste trabalho foi descrever o perfil epidemiológico de mortalidade fetal de uma Maternidade pública de Maceió, Alagoas. Trata-se de um estudo transversal realizado a partir da base de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos. Os dados foram adquiridos pelo Serviço de Vigilância Epidemiológica do próprio Hospital e disponibilizados no mês de setembro de 2019. O estudo incluiu todos os óbitos fetais ocorridos no ano de 2018. Ao analisar os dados deste período, observou-se: predominância no número de óbitos fetais de mães com idade entre 20 e 30 anos (46,9%); escolaridade entre 4 e 7 anos (34,4%); domésticas (48,4%); de gravidez única (98,4%); e entre as que não apresentaram nenhum histórico de perda fetal anterior (54,7%). Dentre as variáveis relacionadas ao natimorto observou-se: maior frequência dos óbitos entre os que apresentaram baixo peso (75%); prematuros (45,3%); e entre os fetos do sexo feminino (46,9%). Com relação ao parto, houve maior ocorrência dos óbitos fetais entre as mulheres que conceberam de parto vaginal (62,5%), e entre os fetos que foram expulsos ou extraídos do corpo da mãe antes do parto (90,6%). Quanto à causalidade, podemos apontar uma maior frequência nos óbitos ocasionados por afecções originadas no período perinatal (90,6%), de acordo com a Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 10). Sendo assim, ressalta-se a importância do investimento em políticas de saúde voltadas para melhoria da qualidade da assistência no pré-natal e parto, em todos os níveis de atenção à saúde, principalmente nas Maternidades consideradas de alto risco.

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Detalles del artículo

Cómo citar
Bronze, J. L., Asakura, L., Moraes, M. de O., Figueirêdo, B. C. L. de, & Menezes, F. H. P. (2021). ÓBITO FETAL: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE UMA MATERNIDADE PÚBLICA EM MACEIÓ. Gep News, 2(2), 152–161. Recuperado a partir de https://periodicos.ufal.br/gepnews/article/view/12288
Sección
Artigos

Citas

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