MONITORAMENTO INTERNO DO ALEITAMENTO MATERNO EM UMA UNIDADE NEONATAL CANGURU

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Ana Maria Cavalcante Melo
Ana Cristina da Silva Macena
Maria Luzineide Bizarria Pinto
Andréa Vanessa da Cunha Lima

Resumo

O Método Canguru no Brasil é baseado no contato pele a pele, suporte assistencial ao binômio mãe-bebê e, principalmente, nas ações de incentivo ao aleitamento materno para as crianças de baixo peso. Portanto é de primordial importância que as taxas de aleitamento materno sejam monitoradas como um índice avaliativo do referido método. Este estudo buscou apresentar as taxas de aleitamento materno exclusivo, aleitamento materno misto e uso de fórmula láctea no momento da alta hospitalar na Unidade de Cuidados Intermediários Canguru e razões para o uso de fórmula láctea. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e retrospectivo através dos prontuários eletrônicos de 398 dos 401 recém-nascidos admitidos na unidade desde a sua implantação em agosto de 2015 até julho de 2019. Os dados foram estudados ano a ano, pautando as intervenções em tal unidade. Como resultados verificamos: primeiro ano com taxa de Aleitamento exclusivo, misto e fórmula de 62%, 32%, 6%; segundo ano 71%, 24%,5%; terceiro ano 87%, 9%, 4%; e quarto ano 81%, 12%, 7%, respectivamente. As principais causas de desmame foram a displasia broncopulmonar e gemelaridade, no recém-nascido, enquanto nas causa maternas tivemos: doenças crônicas (diabetes, hipertensão, transplante renal e câncer) e morte materna. Concluiu-se que se faz necessário manter a vigilância epidemiológica do aleitamento materno para identificação de fatores que possam interferir na amamentação, realinhamento de condutas e educação permanente a partir da etapa I para que não haja retrocessos na taxa de amamentação na Unidade Neonatal. Importante alertar para a atenção à saúde da mulher, principal fator de desmame na Unidade Canguru na atualidade.

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Como Citar
Melo, A. M. C., Macena, A. C. da S., Pinto, M. L. B., & Lima, A. V. da C. (2021). MONITORAMENTO INTERNO DO ALEITAMENTO MATERNO EM UMA UNIDADE NEONATAL CANGURU. Gep News, 2(2), 127–135. Recuperado de https://periodicos.ufal.br/gepnews/article/view/12285
Seção
Artigos