Educação escolar indígena e identidade étnico-cultural: um estudo etnográfico na aldeia Jerusalém do Povo Krikati, município de Sítio Novo-MA
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2026v18n40.18819Palavras-chave:
Educação escolar indígena, Saberes ancestrais, Identidade krikatiResumo
Este artigo teve como objetivo principal constatar os desafios e as potencialidades da educação escolar indígena na manutenção da identidade étnica e cultural do povo Krikati. A temática estudada enfatizou a relevância da cultura indígena, por meio de práticas educativas e pedagógicas que são transmitidas na educação escolar indígena, seguindo a educação indígena própria. Autores que subsidiaram a fundamentação: Bonin (2012), Dias (2015, 2020), Ferreira (2001), Filho (2010), Freitas (2010), Luciano (2006, 2013), Nascimento (2010). O problema que gerou este estudo foi: como a educação escolar indígena contribui para a identidade étnica e cultural do povo Krikati? A metodologia adotada fundamentou-se nos princípios e características da pesquisa etnográfica (GIL, 2010) ressaltando sua importância na compreensão do objeto de estudo. Foram quatro professores envolvidos na pesquisa de campo. O instrumento de coleta de dados foram a entrevista semiestruturada e a observação participante. Os resultados apontaram que a educação escolar indígena contribui para a identidade étnica e cultural do povo Krikati de várias maneiras, principalmente, ao incorporar as tradições, histórias e linguagens da comunidade no currículo, essa forma de educação promove o reconhecimento e a valorização da cultura krikati, fortalecendo o sentido de pertencimento entre os alunos. Concluiu-se, portanto, que os professores Krikati da escola Cõhmxirỹ, embora encontrando desafios estruturais e pedagógicos, atuam como transmissores de saberes ancestrais, fundamentais para o desenvolvimento de uma educação que respeita e preserva as práticas culturais, contribuindo para a formação de uma identidade sólida e autêntica nas novas gerações.
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