Navegação a vapor no alto São Francisco oitocentista
investidores, estado e ambiente
DOI:
https://doi.org/10.28998/rchv17n33.2026.0002Palavras-chave:
rio São Francisco, navegação a vapor, modernização, transportes, Brasil impérioResumo
O artigo analisa as tentativas de introdução da navegação a vapor no rio São Francisco acima da cachoeira de Paulo Afonso entre as décadas de 1830 e 1880, enfatizando as interações entre investidores locais, governos provinciais, governo central e o ambiente fluvial. Com base na síntese de estudos clássicos e na análise de novas fontes primárias, demonstra-se que as iniciativas partiram de negociantes e proprietários ligados à economia doméstica e de suporte ao setor exportador, cujos interesses estimularam a crescente intervenção estatal. As dificuldades hidrológicas, o trecho encachoeirado e a concorrência da navegação tradicional condicionaram o fracasso inicial dos empreendimentos e impulsionaram demandas por subsídios e obras públicas. O caso evidencia os limites dos projetos de modernização oitocentistas e constitui um momento formativo da relação de longo prazo entre o Estado brasileiro e o rio São Francisco.
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