A produção de farinha no povoado Coquelândia (MA): cultura, identidade e extensão universitária
DOI:
https://doi.org/10.28998/contegeo.11i.25.20164Parole chiave:
extensão universitária, geografia cultural, identidade, farinha de mandiocaAbstract
A curricularização da extensão no ensino superior brasileiro, estabelecida pela Resolução CNE/CES nº 7/2018, reforça a integração entre universidade e sociedade, garantindo a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Nesse contexto, apresenta-se o Projeto de Extensão IDENTIDADES, desenvolvido no curso de Geografia Licenciatura da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL). O objetivo central foi identificar, registrar e divulgar manifestações culturais de Imperatriz (MA), destacando, neste artigo, a prática da produção de farinha no povoado Coquelândia. A investigação envolveu levantamento bibliográfico, história oral, observação participante e atividades educativas em escolas, buscando compreender a farinhada como prática cultural e comunitária. Os resultados apontam que a casa de farinha constitui não apenas um espaço produtivo, mas também de memória, identidade e convivência, transmitindo saberes ancestrais e fortalecendo vínculos sociais. A ação extensionista possibilitou a valorização dos saberes tradicionais no espaço escolar, contribuindo para a formação crítica dos alunos e para a sensibilização da comunidade quanto à importância cultural da farinhada. Conclui-se que a experiência fortaleceu a formação acadêmica dos discentes e reafirmou o papel da extensão na valorização das culturas locais.
Downloads
Riferimenti bibliografici
ABRAMOVAY, Ricardo. O futuro das regiões rurais. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2007.
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Paulo Freire: a educação, a cultura e a universidade. Memória de uma história de cinquenta anos atrás. EJA em Debate, Florianópolis, ano 3, n. 4, p. 57-74, jul. 2014.
CAETANO,Jessica Nene; BEZZI, Meri Lourdes. Reflexão na geografia cultural: a materialidade e a imaterialidade da cultura. Sociedade & Natureza, Uberlândia, v. 15, n. 3, p. 561–584, 2003.
CLAVAL, Paul. A geografia cultural. 3. ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 2007.
CLAVAL, Paul. Epistemologia da geografia. Florianópolis: Editora da UFSC, 2011.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 33. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 50. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
LINHARES, Anny da Silva; SANTOS, Clarissa Vieira dos. A casa de farinha é a minha morada: transformações e permanências na produção de farinha em uma comunidade rural na região do Baixo-Tocantins/PA. Agricultura Familiar, Belém-PA, n. 10, p. 53–66, dez. 2014.
MARQUES, Adílio Teixeira; FORTES, Mírcia Ribeiro. A produção de farinha de mandioca na comunidade do Caioazinho, Itapiranga/AM, Brasil. Revista Verde Grande, v. 5, n. 2, p. 35-49, 2023.
SILVA, Efigênia Rocha Barreto da; LIMA-PAYAYÁ, Jamile da Silva. Farinhada: geopoética de um saber-fazer comunitário. Geograficidade, v. 14, n. 1, p. 78–87, Verão 2024. ISSN 2238-0205.
WANDERLEY, Maria de Nazareth Baudel. Raízes históricas do campesinato brasileiro. In: TEDESCO, João Carlos (org.). Agricultura familiar: realidades e perspectivas. Passo Fundo: EDIUPF, 2001. p. 21–55.
Downloads
Pubblicato
Come citare
Fascicolo
Sezione
Licenza

Questo lavoro è fornito con la licenza Creative Commons Attribuzione - Condividi allo stesso modo 4.0.
Os Autores dos trabalhos aceitos para publicação na revista CONTEXTO GEOGRÁFICO devem concordar com os termos a seguir: a) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado sob a Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional; b) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online;e c) Considerando que o acesso a revista é público, os artigos publicados são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.





